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Segurança: Jardim diz que país está perante "arranque de uma revolução social com laivos de violência"

Segurança: Jardim diz que país está perante "arranque de uma revolução social com laivos de violência"

Funchal, 28 Ago (Lusa) - O presidente do Governo Regional da Madeira afirmou hoje que o aumento da criminalidade em Portugal evidencia que o país está perante um fenómeno de "arranque de uma revolução social com laivos de violência".

"Esta situação não está muito clara. Está a ser vendido aos portugueses a ideia que se trata de um surto grave de criminalidade, mas já não é só isso. Foi despoletada uma revolução social com laivos de violência", disse à agência Lusa Alberto João Jardim.

Para Jardim "esta não é uma situação normal num país tão pequeno e é preciso não desligar o que está a acontecer das leis socialistas em matéria de droga, porque o consumo tem aumentado extraordinariamente e os indivíduos recorrem a todos os meios para poderem financiar o consumo".

"O fenómeno ganhou uma intensidade tal que não estamos apenas e só perante um surto de criminalidade, mas no arranque de uma revolução, por enquanto social, ainda não política. Podemos estar perante um fenómeno que não é só do foro da criminalidade", acrescentou.

O líder madeirense defende que para combater esta situação o Governo da República tem de "alterar a política seguida até agora e deixar de afogar a classe média e os mais desfavorecidos".

Jardim sustenta ainda que deve haver uma concentração de forças de segurança, para que todas as actividades especializadas e diferentes departamentos envolvidos tenham uma "melhor disponibilidade, gestão de meios e troca de informações".

"As forças de segurança em Portugal estão erradas. Sou pelo sistema inglês de forças de segurança, tipo Scotland Yard que tem as suas secções especializadas. Não faz sentido num país pequeno como Portugal existir PSP, GNR, PJ, SEF e SIS. Nada disso faz sentido", argumentou.

Instado a comentar a nota do Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, que defendeu hoje que o legislador deve fazer ajustamentos legais para combater a criminalidade e a criação de "unidades especiais", Jardim opinou: "o Procurador é uma mera entidade judicial que não tem de tomar posições políticas".

AMB

Lusa/fim