Abastecimento

Batalha decide retirar gestão da água das mãos de privados

Batalha decide retirar gestão da água das mãos de privados

Câmara deverá optar pela criação de uma empresa municipal para fazer a gestão do serviço. A oposição discorda.

O serviço de água da Batalha vai voltar à esfera da Câmara. A Assembleia Municipal aprovou, anteontem à noite, a proposta para a Autarquia assumir a exploração do sistema, concessionado há 25 anos à empresa Águas do Lena, do grupo Aquapor.

Falta agora decidir o modelo de gestão a seguir. A maioria que governa a Câmara, liderada por Raul Castro, do Movimento Batalha é de Todos, defende a criação de empresa municipal, mas a oposição contesta.

"Não existem modelos perfeitos. Há caminhos e temos de seguir por um. Se fosse fácil, quando a concessão terminou, em janeiro de 2020, não se teria optado pela renovação automática do contrato para maturar o assunto", assumiu Carlos Agostinho, vice-presidente da Câmara, perante a Assembleia Municipal.

Na ocasião, o número dois do executivo reconheceu que a Águas do Lena presta "um bom serviço", mas os investimentos na rede ficaram "aquém". Pelo que, a continuação da concessão traria "uma triplicação ou quadruplicação" das tarifas, de forma a refletir o custo das obras que serão feitas nos próximos anos, estimadas em seis milhões de euros, e para as quais os privados "não podem concorrer a fundos comunitários".

PSD quer novo concurso

A bancada do PSD, que se absteve na decisão de terminar com a concessão, defendeu que o Município devia tentar um novo concurso, alegando que o serviço tem sido prestado "sem falhas" e com o preço "mais barato da região". Como alternativa, Alfredo Matos, líder da bancada, entende que a gestão deve ser feita diretamente pela Câmara, opondo-se à criação de empresa municipal, posição seguida pela Iniciativa Liberal.

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Carlos Agostinho contrapôs, alegando que através da empresa municipal os trabalhadores que operam o serviço "podem ser integrados diretamente, com as mesmas condições salariais e vínculo laboral" e subsídio de piquete.

Em comunicado, a concelhia do PSD opõe-se ao fim da concessão, lembrando que o processo foi iniciado, em 1996, por Raul Castro, então eleito pelo CDS-PP, e que o atual sistema garante "níveis elevados de qualidade de serviço" e "sem falhas".

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