Batalha

Bombeiros salvam criança esquecida em escola da Batalha

Bombeiros salvam criança esquecida em escola da Batalha

Um menino, de cinco anos, ficou esquecido, esta terça-feira, na escola do 1.° ciclo e jardim de infância de Casais dos Ledos, na Batalha, e a mãe teve de chamar os bombeiros para retirarem a criança do primeiro andar, com o recurso a uma escada.

Uma falha de comunicação entre as auxiliares terá estado na origem do esquecimento, que fez com que o menor tivesse ficado entre 15 e 20 minutos sozinho.

Segundo Paulo Batista Santos, presidente da Câmara da Batalha, uma das funcionárias teve de sair de urgência para ir com uma filha para o hospital, e a outra, "preocupada com a situação" da colega, fechou a escola pelas 18.50 horas, sem reparar "que havia uma criança a dormir no primeiro andar".

Quando a mãe chegou à escola, por volta das 19 horas, deparou-se com as portas fechadas. Chamou pelo filho e pela animadora e o menor apareceu a espreitar à janela, o que a levou a chamar os bombeiros. Os soldados da paz conseguiram abrir uma janela e retirar a criança que, apesar do aparato, "não estava a chorar", de acordo com Fernando Bastos, comandante dos Bombeiros Voluntários da Batalha. Na operação de resgate, estiveram envolvidos dois elementos da corporação, auxiliados por uma viatura e acompanhados por uma patrulha da GNR.

"É uma situação insólita, que lamentamos profundamente. O município disponibilizou apoio psicológico para a criança, e a mãe foi informada dos direitos que lhe assistem se pretender avançar com queixa", disse Paulo Batista Santos, salientando que neste processo foi importante a presença da encarregada de educação, para que a criança se mantivesse calma.

Processo de averiguações

O autarca anunciou ainda a abertura de um processo interno de averiguações, para eventual procedimento disciplinar, e a intenção de criar uma linha telefónica específica para os munícipes recorrerem em caso de necessidade e que poderá servir, igualmente, para situações de emergência. "Não faz sentido que a mãe não tivesse o contacto da funcionária", concluiu o edil.

A escola tem três turmas, do primeiro ao quarto ano, com cerca de 40 alunos.

* com Lusa