Covid-19

Autarcas de Leiria, Pombal e Porto de Mós adiam toma da vacina

Autarcas de Leiria, Pombal e Porto de Mós adiam toma da vacina

O presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, foi o primeiro a comunicar nas redes sociais que não concorda que os autarcas, enquanto responsáveis pela Proteção Civil, sejam vacinados contra a covid-19 nesta fase. Gonçalo Lopes, de Leiria, e Diogo Mateus, de Pombal, também anunciaram que irão prescindir de tomar agora a vacina.

"Sem demagogia e sem qualquer tentativa de aproveitamento político, vou abdicar deste privilégio e esperar, naturalmente, pela minha vez e aguardar que o SNS me chame, porque quero ser vacinado", assegurou Jorge Vala, na sua página do Facebook.

O autarca social-democrata contesta a alteração dos critérios de vacinação. "Discordo que sejamos vacinados antes de concluída a vacinação a todos os profissionais de saúde e a todos os restantes cidadãos e grupos de maior risco", sublinha. "Tenho 59 anos e, apesar de algum peso a mais, felizmente tenho saúde."

Gonçalo Lopes, presidente do Município de Leiria, considera que se enquadra numa exceção, pelo que também prescinde de ser vacinado nesta fase. "Tenho 45 anos e sou saudável, e por isso decidi não ser vacinado já, mas quando o meu grupo etário receber a vacina", justifica. "Tomo esta decisão ponderadamente, para que pessoas mais vulneráveis que eu possam ser vacinadas o quanto antes", acrescenta o autarca socialista.

O presidente da Autarquia de Pombal, Diogo Mateus, também prescinde, para já, da vacina. "A publicação do despacho do primeiro-ministro resulta de um processo lamentável de atropelo e desrespeito pelas pessoas prioritárias e mais confrontadas com o risco, como médicos, enfermeiros, assistentes e administrativos dos hospitais e centros de saúde, assim como os maiores de 80 anos, onde se regista maior número de óbitos", acusa o autarca social-democrata, de 51 anos.

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