Saúde

Centro Hospitalar de Leiria cessa cirurgias no D. Manuel de Aguiar

Centro Hospitalar de Leiria cessa cirurgias no D. Manuel de Aguiar

Até ao final desta semana, o Centro Hospitalar de Leiria (CHL) prevê realizar mais 47 cirurgias no Hospital D. Manuel de Aguiar, na sequência de um protocolo celebrado com a Santa Casa da Misericórdia de Leiria (SCML), que irá cessar no final do mês, disse ao JN o CHL. Em três semanas, serão efetuadas cerca de 150 operações, o que permitirá diminuir a lista de espera em diversas especialidades.

"A utilização dos blocos da SCML permitiu-nos aumentar em cerca de 22% a nossa atividade cirúrgica face ao período em que vimos diminuída a lotação de camas cirúrgicas, convertidas em camas para atendimento a doentes covid", justifica o CHL.

No entanto, devido à quebra no atendimento de pacientes infetados, o CHL decidiu cessar o protocolo com a Misericórdia no dia 28 de fevereiro. "No início do mês de março, retomaremos a utilização plena dos nossos blocos operatórios", assegura.

Na primeira semana, foram realizadas 44 intervenções cirúrgicas, na segunda semana 50 e, até esta sexta-feira, está previsto serem efetuadas mais 47 operações por cirurgiões e anestesistas do CHL. À SCML compete assegurar a receção e preparação dos doentes, assim como os cuidados necessários até terem alta. Para o efeito, foram disponibilizadas 12 camas para o internamento dos pacientes.

No dia da assinatura do protoloco, o presidente do Conselho de Administração do CHL, Licínio de Carvalho, justificou a utilização dos dois blocos operatórios do Hospital D. Manuel de Aguiar com a intenção de não aumentar a lista de espera de cirurgia geral, ginecologia, ortopedia, otorrinolaringologia e urologia do CHL.

"Os doentes não covid não podem ser esquecidos", afirmou, na ocasião, Licínio de Carvalho. Apesar de não serem "muito prioritários", garantiu que estão acima dos tempos máximos de resposta cirúrgica. "Temos milhares de doentes que precisam de ser intervencionados em várias especialidades", afirmou. Apesar disso, deixou claro que seria desejável que a colaboração entre as duas entidades fosse muito limitada no tempo, pois seria sinal de que a pandemia estaria a dar tréguas.

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