Acidente

Condutor que atropelou dois jovens em Leiria não parou na passadeira

Condutor que atropelou dois jovens em Leiria não parou na passadeira

O condutor que atropelou dois jovens, na sexta-feira à noite, na Avenida D. João III, em Leiria, não parou na passadeira, junto ao edifício da Companhia Leiriense de Moagem. Os corpos das vítimas, que ficaram em "estado grave", foram projetados a vários metros de distância, pois o veículo de alta cilindrada seguiria em excesso de velocidade.

"O senhor vinha com uma condução errática, desde o Teatro José Lúcio da Silva [Avenida Heróis de Angola], a apitar à senhora atrás da qual seguia", relata L., que se encontrava a poucos metros do local onde se deu o acidente.

"A sensação que dava é que estava com muita pressa, porque, quando chegaram à passadeira, a senhora parou, e ele ultrapassou o carro dela pela esquerda e atropelou as duas pessoas", conta L. "A senhora [condutora] tremia por todo o lado, e dizia que não o podiam deixar fugir, porque era um assassino."

Apesar de não ter assistido ao momento do atropelamento, L. viu o corpo da rapariga, de 21 anos, encostado à Rotunda do Emigrante, uns metros mais à frente. "Colocaram-lhe uma coisa insuflável para ficar imóvel e taparam-na com uma manta térmica, porque estava a tremer muito."

Quando estava a dirigir-se para o estacionamento, L. passou pelo condutor do veículo, que atropelou também um rapaz, de 20 anos. "Tinha entre 40 e 50 anos e estava encostado ao Edifício 2000, a falar com um agente da autoridade", assegura. "O carro tinha uma amolgadela à frente, do lado esquerdo."

"Se eu batesse em alguém, parava logo", observa L., indignada com o comportamento do condutor, que só parou a cerca de 100 metros de distância, o que deixou os ânimos de quem estava a assistir ainda mais exaltados.

Lombas e sensores

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Para evitar que estas situações se repitam, L. defende que deviam ser instaladas "lombas tipo montanhas", mais iluminação na zona da passadeira e sensores de velocidade. "Se a pessoa fosse em excesso de velocidade, o semáforo da Avenida Heróis de Angola [à qual a Avenida D. João III dá continuidade] passava a vermelho."

"Já apanhei ali sustos valentes. Os condutores circulam com uma velocidade tal, que é o suficiente para levar uma castanhada ou ficar sem o espelho, quando abro a porta depois de estacionar", comenta. "É uma zona habitacional. Não faz sentido andarem àquela velocidade."

Um residente, ouvido pelo JN após o acidente, também disse que "é comum os carros passarem na Avenida D. João III depressa, chegando a atingir 100 quilómetros por hora".

O JN tentou atualizar o estado de saúde dos dois jovens, sem sucesso. A informação recolhida logo após o acidente é que se encontravam em "estado grave", embora "clinicamente estáveis".

Na ocasião, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Leiria, Miguel Novais Ribeiro, revelou ao JN que a jovem que transportaram ao hospital tem 21 anos e ficou com um traumatismo craniano. "Estava consciente, mas desorientada, e tinha vários traumatismos." Quanto ao jovem, de 20 anos, sabe apenas que revelou "perda de conhecimentos".

O alerta do acidente foi dado às 19.47 horas de sexta-feira e os feridos foram transportados para o hospital de Leiria.

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