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Crianças de São Bento, Porto de Mós, ficam para trás no acesso à escola online

Crianças de São Bento, Porto de Mós, ficam para trás no acesso à escola online

Há dezenas de jovens que irão, na prática, ficar para trás no ensino à distância, no concelho de Porto de Mós. Não é caso único em Portugal, mas São Bento é paradigmático de um Portugal que, por questões de regulação de mercado e ausência de política de serviço público no acesso às comunicações, aprofunda cada vez mais o fosso social nas zonas do Interior do país.

A pandemia deixou à vista uma situação que há décadas se verifica em mais de 20 aldeias do concelho de Porto de Mós, mas que no caso de São Bento se estende a mais de 90% do território. Ana e Teresa são duas alunas do 2.º Ciclo que, todos os dias, têm de ir a casa de um vizinho, que pagou do seu bolso amplificadores de rede e antenas direcionais, para usar a pouca rede GPRS que ali chega, para descarregar o material de estudo. É um processo demorado, que não lhes permite aceder às aulas por vídeo.

Ana e Teresa têm sorte, uma vez que o vizinho não se importa de pagar do seu bolso os dados extra necessários para o ritual diário. Mas outros jovens do concelho vivem na escuridão tecnológica, sem aulas desde o dia 13 de março, data do início do confinamento.

Trata-se de uma freguesia inteira quase sem telefone fixo, praticamente sem rede de telemóvel e muito menos banda larga, para descarregar os pesados vídeos e conteúdos enviados pelas escolas.

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