Proteção Civil

Explosão na Amadora: Moradores até ao 5.º andar puderam recolher bens

Explosão na Amadora: Moradores até ao 5.º andar puderam recolher bens

Os moradores até ao 5.º andar do prédio da Amadora em que ocorreu uma explosão, na quarta-feira, após uma fuga de gás, puderam ir esta sexta-feira às suas casas recolher bens e documentos.

Uma explosão após uma fuga de gás num prédio de oito andares no n.º 7 da Rua José Maria Pereira, no Casal de São Brás, freguesia da Mina de Água, no concelho da Amadora, provocou na quarta-feira 16 feridos, um deles em estado grave, deixou 39 pessoas desalojadas e causou danos em estruturas de prédios adjacentes e em vários estabelecimentos comerciais.

"Da parte da manhã e agora de tarde demos acesso aos moradores até ao quinto piso, para retirada de bens e documentação urgente", disse à Lusa, pelas 16 horas, o comandante da Proteção Civil da Amadora, Luís Carvalho, acrescentando que o 6.º e 7.º pisos encontram-se "interditos pois não há condições de segurança".

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De acordo com o responsável da Proteção Civil Municipal da Amadora, os trabalhos de limpeza na via pública "já ficaram concluídos no final do dia de ontem [quinta-feira], na parte da fachada principal e nas traseiras".

"A peritagem também foi feita, uma vistoria da comissão de vistoria da Proteção Civil durante a manhã e a tarde, e hoje está a proceder-se à elaboração do relatório", disse, frisando que as autoridades estão a aguardar a entrega do relatório preliminar da comissão para começar a preparar algumas decisões sobre a parte estrutural do edifício, explicou o responsável.

Segundo Luís Carvalho, a Polícia Judiciaria também já esteve no local na quinta-feira e esta manhã, e irá ser feito o apuramento das causas, salientando não ter sido partilhada "qualquer informação" que possa clarificar as causas do acidente.

Fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, contactada pela Lusa, indicou que aquela força de segurança tinha recebido uma queixa de furto de cobre nos contadores de gás, relativos a este incidente, e hoje já recebeu uma outra queixa de Sintra, para o furto de 25 contadores de água.

Quanto ao perímetro de segurança em torno da zona, o comandante da Proteção Civil da Amadora adiantou que este "contínua delimitado devido à eventualidade de material suspenso" poder cair.

Em relação aos 39 moradores que ficaram desalojados, repartidos pelo n.º7 e pelo 4.º piso do n.º 9, Luís Carvalho adiantou que 10 ficaram alojados, através da Câmara Municipal da Amadora e da Segurança Social, numa residencial e os restantes em casa de familiares ou amigos.

O ferido grave da explosão é um bombeiro que foi transportado para o Hospital de São Francisco Xavier e, de acordo com as informações mais recentes do comandante da Proteção Civil, encontra-se "estável".

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