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Moradores do prédio destruído na Amadora pressionados a deixar pensão

Moradores do prédio destruído na Amadora pressionados a deixar pensão

Desalojados de edifício que explodiu na Amadora dizem que têm de sair até sexta. Câmara desmente.

Alguns moradores do prédio que explodiu no passado dia 16, na Amadora, dizem que a Segurança Social lhes deu até sexta-feira para saírem da pensão Primavera, na Amadora, onde estão a viver desde o incidente. O edifício onde moravam ficou inabitável e precisa de obras profundas, que ainda não têm data para começar e deverão demorar um ano. Dos 39 desalojados, 11 estão a viver nesta pensão. A Câmara da Amadora diz que "está a trabalhar com a Segurança Social" na procura de casas no parque privado e desmente os moradores.

Carla Macedo e Maria Fernandes, sem casa desde que o prédio onde viviam explodiu na sequência de uma fuga de gás, souberam esta segunda-feira que tinham uma semana para saírem da pensão. "Já não basta o trauma de termos ficado sem casa daquela forma e ainda nos querem correr daqui. As assistentes sociais da Segurança Social disseram-nos que temos de sair e que a responsabilidade de encontrar casa é nossa, mas estamos à procura e as rendas são altíssimas", diz Carla, que vive na pensão com o filho de 21 anos, com incapacidade de 85%.

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