Fuga de gás

Prédio que explodiu na Amadora inabitável durante um ano

Prédio que explodiu na Amadora inabitável durante um ano

O edifício que explodiu após uma fuga de gás, na quarta-feira, na Amadora, deixando 39 pessoas desalojadas, vai ficar inabitável durante um ano, avançou o comandante da Proteção Civil da Amadora, Luís Carvalho, ao JN.

Paredes, blocos suspensos e outros elementos do edifício podem cair, mas o prédio não corre o risco de desabar, assegurou Luís Carvalho, depois de conhecer o relatório final após três dias de trabalhos de peritagem.

"A gestão do condomínio vai ter de contactar com urgência uma entidade para retirar as lajes e as paredes que estão em risco de queda e podem vir parar cá abaixo. É necessário retirar blocos que estão suspensos, não se faz de hoje para amanhã. Poderá durar meses, senão um ano", explica.

PUB

Avança ainda que a parede do prédio que tem uma fenda, que tem vindo a crescer, "está muito perigosa" e por isso os moradores do edifício contíguo, número 9, não poderão habitar o último piso. "A fenda está assente em materiais muito débeis. É a urgência maior". Por causa da dimensão da fenda os moradores do último piso do edifício contíguo não poderão voltar a casa "visto existir risco de queda de material do prédio que explodiu".

Será feita ainda "uma avaliação estrutural com uma empresa especializada para ver o que está em perigo e o que é preciso reconstruir". "Só depois as pessoas poderão ir lá buscar alguns pertences de mobiliário, entre outros".

O JN teve acesso apenas às principais conclusões do relatório da Comissão de Vistorias, segundo as quais "deverá também ser garantida a colocação de uma cobertura provisória para evitar a entrada de água das chuvas".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG