Sintra

Corpo de brasileiro desaparecido desde segunda-feira encontrado no Cabo da Roca

C. C.

Douglas Almeida, de 36 anos, foi visto pela última vez na passada terça-feira

Foto Dr

Douglas Gonçalves de Almeida, o cidadão brasileiro, de 36 anos, residente na zona de Cascais, que estava desaparecido desde segunda-feira, foi encontrado morto no Cabo da Roca, em Sintra.

A notícia foi confirmada ao JN pela companheira, Neiva Silva. A Polícia Judiciária esteve no local a recolher indícios na viatura bem como na zona onde o corpo foi encontrado e investiga o caso, mantendo, para já, todas as hipóteses em aberto. No local, esteve ainda a GNR e os Bombeiros Voluntários de Algueirão-Mem Martins.

O carro do cidadão brasileiro foi encontrado no domingo à noite, na estrada que liga a Malveira da Serra ao Cabo da Roca, mas foi só esta manhã que as buscas se concentraram nessa zona.

"Como era de noite quando a polícia chegou, as buscas retomaram hoje. O corpo não estava perto da viatura. Isso foi mais para dentro na mata", explicou ao JN Neiva Silva, companheira de Douglas Gonçalves de Almeida há cerca de três anos.

"Não tenho a menor ideia do que pode ter acontecido. A família não entende nada. É uma situação estranha. Até para nós é difícil acreditar na situação de suicídio. Aparentemente esse carro só foi visto na quarta-feira e ele sumiu na segunda à noite. Há algumas coisas que não batem para nós, até por conhecermos o Douglas. Estou a aguardar que a Judiciária me comunique se há algum ferimento", acrescentou.

Douglas Almeida vivia com Neiva Silva, no Pai do Vento, em Cascais. No dia seguinte ao seu desaparecimento, na segunda-feira, Douglas terá ido a um hospital de Lisboa onde uma antiga namorada estava em trabalho de parto. "Ela pediu-lhe que fosse lá buscar as chaves de casa, onde deveria ir depois para recolher os objetos para a filha que estava prestes a nascer", contou, na altura, ao JN, a mulher. O mistério adensou-se a partir daqui, uma vez que Douglas Almeida nunca chegou a regressar ao hospital, nem para entregar os objetos do bebé, nem as chaves de casa.

Douglas Gonçalves Almeida era natural de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, uma região do estado brasileiro de Minas Gerais. A família criou um "crowdfunding" para ajudar a custear a transladação do corpo para o Brasil.

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