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Criação de "comunidades de energia" em Cascais permite aliviar conta da luz

Criação de "comunidades de energia" em Cascais permite aliviar conta da luz

A Câmara de Cascais lança, esta segunda-feira, um projeto que vai permitir às famílias e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho pagar menos pela energia que consomem. A descida da fatura é um dos grandes objetivos da criação das chamadas "comunidades de energia", ou seja, a possibilidade de compra e venda local de energia renovável mediante a instalação de painéis solares. Ao JN, o autarca, Carlos Carreiras, afirma que este será o caminho que, no futuro, "todos vão seguir".

"Esta solução permitirá reduzir substancialmente a fatura energética", garante o presidente da Câmara de Cascais. Além disso, também "permite não só comprar energia verde como, também, comprá-la mais barata", refere. As famílias elegíveis para integrar a comunidade terão de residir num raio de dois quilómetros do local onde estiver o painel.

O projeto abrange escolas do concelho que irão produzir energia através de painéis solares nas coberturas, sendo que o excedente "será vendido a preços muito competitivos" às famílias que integrem a comunidade, lê-se numa nota de imprensa divulgada. "Caso as famílias tenham a sua própria instalação solar, podem vender a energia à autarquia ou a outros membros", acrescenta.

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Para já, foram instalados painéis na Nova SBE, em Carcavelos. A partir de segunda-feira existirão, também, num equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Cascais. No futuro, a possibilidade será alargada a habitações.

Além da redução das faturas, Carreiras destaca o papel das comunidades na descarbonização - que, apesar da maior "pressão" a nível económico, tem de continuar a ser "objetivo comum", defende. Sobre se o modelo irá generalizar-se no futuro, afirma: "Sendo Portugal um país com forte exposição solar, não tenho dúvidas de que este vai ser o caminho que todos vão seguir".

O projeto das "comunidades de energia" resulta de uma parceria entre a Câmara, a Santa Casa de Cascais e a GreenVolt. Os privados que se associem ao projeto ficarão com uma margem que lhes permite "amortizar o investimento", explica Carreiras.

A cerimónia de lançamento terá a presença da ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Ana Mendes Godinho. Em junho, o Fundo Ambiental destinou 30 milhões de euros ao apoio da criação de comunidades de energia renovável e autoconsumo coletivo, sendo que o concurso atual está aberto até 31 de outubro.

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