Cascais

Descobrem que campa de familiar tinha ossadas de um desconhecido

Descobrem que campa de familiar tinha ossadas de um desconhecido

A PSP foi chamada, na quinta-feira, ao cemitério da Guia, em Cascais, por haver dúvidas quanto ao levantamento de ossadas.

Durante anos, a família de Maria Teresa Raminhos, sepultada aos 80 anos no cemitério da Guia, em Cascais, fez romagens à campa 563, depositando flores e rezando pela ente querida. Mas, afinal, descobriram ali estava também sepultado o corpo de um desconhecido.

A noticia é avançada esta sexta-feira pelo jornal digital "Cascais24", segundo o qual a descoberta foi feita agora, na sequência do levantamento das ossadas da idosa, sepultada a 28 de dezembro de 1998. É que, além das ossadas da idosa, foram encontradas outras, alegadamente pertencentes a um desconhecido.

Não menos grave é que ambas tinham sido entretanto recolhidas e depositadas em sacos, antes da presença dos familiares, o que leva a família de Maria Teresa Raminhos a questionar quais das ossadas pertencem à familiar.

"Tinha solicitado que a campa fosse escavada na minha presença, mas qual o meu espanto quando lá cheguei as ossadas tinham sido retiradas e colocadas em sacos em alguidares", denunciou Elisabete Figueiredo, neta da idosa.

Elisabete Figueiredo acionou a PSP, que fez deslocar uma patrulha móvel da 52.ª Esquadra (Parede), por, naquele momento, não "haver meios disponíveis na Esquadra de Cascais", adisse fonte oficial da PSP.

Os agentes registaram a insólita ocorrência e elaboraram uma participação para o Ministério Público, tendo selado as ossadas para serem sujeitas a exames forenses.

A família da falecida Maria Teresa Raminhos está indignada. "Tudo isto é macabro e bizarro até", lamenta Elisabete Figueiredo, segundo a qual "há declarações muito contraditórias dos responsáveis pelo cemitério", que "não explicam cabalmente toda esta trapalhada, que queremos ver resolvida".

Já o "Cascais24" revela que todas as tentativas para contactar o responsável pelo cemitério da Guia, em Cascais, António Pereira, foram em vão.