Desfibrilhador

"Não hesitei". Funcionária do Continente salva cliente em paragem cardiorrespiratória

"Não hesitei". Funcionária do Continente salva cliente em paragem cardiorrespiratória

Uma funcionária de um supermercado em Tires, Cascais, desfibrilhou e reanimou uma cliente, vítima de uma paragem cardiorrespiratória (PCR) dentro da loja.

Era um dia normal para Sofia Valente. A responsável de segurança alimentar de 48 anos, que trabalha no supermercado Modelo Continente desde os seus 18, foi chamada com "urgência" e soube que se passava algo "fora do normal".

"Apressei-me e, no corredor central, vi uma pessoa deitada no chão. Não queria acreditar", contou Sofia Valente ao JN, acrescentando que esta foi a primeira vez que aplicou o treino e teve de reanimar uma pessoa. ​​​​​​

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A cliente não respirava nem abria os olhos, por isso a funcionária foi buscar um desfibrilhador, equipamento usado em caso de paragem cardiorrespiratória (PCR) e que aplica uma carga elétrica no tórax.

Ao mesmo tempo que uma outra funcionária ligava ao 112, Sofia aplicou um primeiro choque e foi fazendo as manobras de Suporte Básico de Vida. "Não hesitei", afirmou.

Quando os bombeiros chegaram ao local, a cliente estava inconsciente, mas já respirava. Foi então levada para a ambulância e, posteriormente, para o Hospital de Cascais.

Segundo Sofia Valente, a cliente está estável, mas continua hospitalizada desde a semana passada.

SONAE MC tem socorristas nas lojas

Sofia Valente é uma de seis socorristas no Modelo Continente de Tires e apenas uma de cerca de 2100 socorristas da Sonae MC, que dispõe de mais de 300 lojas Continente. Destes 2100 funcionários, 1387 são operacionais de Desfibrilhação Automática Externa (DAE) ativos, credenciados em suporte básico de vida.

A funcionária explicou ao JN que fez o curso em 2016 e que participa em simulacros na loja onde trabalha de dois em dois anos.

"Na correria da vida, uma pessoa vê uma notícia e depois esquece-se. Este ano já tivemos tantas mortes por paragem cardiorrespiratória... Era importante alguém nas empresas e nas escolas ter esta formação", defendeu Sofia Valente. "Era fundamental".

A formação em primeiros socorros "é uma prioridade", segundo um comunicado da empresa. O objetivo é "garantir que é prestado socorro com qualidade e segurança a uma eventual vítima de paragem cardiorrespiratória, aumentando assim, a sua probabilidade de sobrevivência".

O programa, que compreende 199 equipamentos DAE licenciados, exige uma "formação especializada".

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