Autoridade Marítima

Turista que caiu na Boca do Inferno pode ser multado até dois mil euros

Turista que caiu na Boca do Inferno pode ser multado até dois mil euros

O turista brasileiro de 51 anos que, na terça-feira à tarde, caiu na Boca do Inferno, no Mexilhoeiro, em Cascais, vai ser alvo de um processo contraordenacional por desrespeito à sinalização, que proibia o acesso à arriba, e pode ter de pagar até dois mil euros de coima.

Em declarações ao jornal digital "Cascais24", o capitão-tenente Rui Pereira da Terra, comandante local da Polícia Marítima de Cascais, afirmou que "o cidadão em causa está identificado e será alvo de procedimento contraordenacional, por desrespeito à sinalização vigente".

"A arriba, à semelhança de outras ao longo da orla costeira, encontra-se interdita à circulação pedonal, e está devidamente sinalizada pelo perigo que representa", acrescentou o responsável, lembrando que "as arribas são, por norma, instáveis e apresentam risco para as pessoas, pelo que se alerta para o cuidado a ter junto das mesmas, tendo sempre em atenção a sua identificação e sinalização de perigo".

"O que aconteceu no Mexilhoeiro foi um comportamento negligente", concluiu o representante da Autoridade Marítima, revelando que a coima pode ir de 250 a dois mil euros.

Recorda-se que, sobretudo em áreas turísticas, a sinalização de risco e de acesso interdito é bem visível, através de placas em língua portuguesa e inglesa. A instalação de sinalização de perigo e de interdição em Cascais é feita regularmente pela Autoridade Marítima Nacional, em cooperação com responsáveis pelo município.

Esta terça-feira, pouco antes da uma hora da tarde e ignorando a sinalização de área perigosa e de acesso proibido, o turista brasileiro, de férias em Cascais, ter-se-á aventurado pela zona íngreme, acabando por escorregar e sofrer uma queda. A vítima foi retirada, por mar, pela embarcação da Estação Salva Vidas de Cascais e transportada até à Marina de Cascais, tendo sido posteriormente conduzida ao Hospital de Cascais.