Ambiente

56 empresas em Lisboa prometem reduzir pegada ecológica

56 empresas em Lisboa prometem reduzir pegada ecológica

Nos próximos dois anos, 56 empresas sediadas em Lisboa vão mudar a forma como trabalham para melhorar o seu impacto ambiental na cidade, implementando 200 ações concretas.

Oferecer pacotes de mobilidade aos funcionários, incentivá-los a deslocarem-se de carro e bicicletas partilhadas para os locais de trabalho ou estimularem o teletrabalho (trabalhar a partir de casa) estão entre algumas das metas. O compromisso destas entidades com a autarquia lisboeta e o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) ficou definido ao final desta manhã, com a assinatura do Pacto de Mobilidade Empresarial para a Cidade de Lisboa (PMEL).

O acordo voluntário, segundo a autarquia "o primeiro em Portugal", fornece "uma plataforma de colaboração entre entidades públicas e privadas, no qual as empresas se comprometem a trabalhar com o Município na procura de soluções de mobilidade mais seguras, acessíveis, eficientes e sustentáveis" e pretende "melhorar e transformar ativamente a mobilidade em Lisboa". Entre as medidas a adotar estão, por exemplo, "a eletrificação das frotas de trabalho" ou o "teletrabalho". "Estas empresas representam 80 mil pessoas, 15% das pessoas que trabalham na cidade. Se ficassem a trabalhar em casa uma vez por semana, por exemplo, seriam menos 20% de pessoas a movimentarem-se na cidade", explicou o vereador da Mobilidade na Câmara de Lisboa, Miguel Gaspar.

As empresas, que vão desde a EDP, aos CTT, a plataformas de carros partilhados como a Uber, a Deco, a Deloitte, a Brisa, a Carris, a Galp, a Ikea, a ANA, a Siemens, a Casa da Moeda, a Infra Estruturas de Portugal, o Colégio dos Salesianos, entre outras, vão reunir-se duas vezes por ano com a Câmara de Lisboa e World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) para perceberem " o que correu bem e o que correu mal e o que se pode fazer mais para melhorar a mobilidade na cidade e reduzir a pegada ecológica", reforçou o vereador da mobilidade.

Mais carreiras elétricas

O presidente da Carris, Tiago Farias, o primeiro a discursar, anunciou que a partir de 2020 haverá carreiras "100% elétricas" e aumentará a frota de bicicletas elétricas. A empresa de transportes públicos de Lisboa terá ainda um plano de mobilidade empresarial, que passará por melhorar a forma como os funcionários acedem ao local do trabalho.

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