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Administração do S. José retira 100 lugares e leva funcionários ao desespero

Administração do S. José retira 100 lugares e leva funcionários ao desespero

Desde o passado dia 18 de novembro que estacionar dentro do Hospital de São José, em Lisboa, é um verdadeiro pesadelo. A administração hospitalar eliminou 100 lugares de estacionamento. Os funcionários dizem que a decisão piorou o tráfego e que "o hospital nunca esteve assim".

"Muitos chegam às 7 horas e ocupam o último lugar disponível", contam. Um grupo de trabalhadores já reuniu para procurar alternativas de parqueamento e entregá-las ao Conselho de Administração. "Não estamos a reivindicar, achamos que através do diálogo poderemos encontrar boas soluções. Queremos resolver isto pacificamente", frisaram.

Logo de manhã, no Hospital de São José, começam a acumular-se filas de automóveis e o trânsito não flui, provocando o caos. "A semana passada, ficou tudo parado até à entrada do hospital, não permitindo a entrada de ninguém, nem ambulâncias", relatou uma funcionária que pediu anonimato. "Agora, há muita gente a estacionar em segunda fila junto aos pinos e estes estão no limite do estacionamento dos carros, não faz sentido", reforçou.

A área exterior junto às Urgências entrou em obras e foram retirados 30 lugares. O hospital decidiu depois eliminar mais 100 sítios de parqueamento por identificar "diversas ocorrências" suscetíveis de colocarem "em causa a integridade física dos doentes", referiu a unidade hospitalar numa nota interna enviada aos colaboradores.

Na informação escrita, garante ainda que quer melhorar "as condições de circulação de viaturas de transporte de doentes" no acesso à urgência, consultas externas e outros serviços do Hospital de São José. Por isso, aplicou "medidas de contenção de estacionamento na via junto à fachada do Edifício da Oftalmologia, Gabinete Jurídico, serviço de Imunohemoterapia, Edifício Principal e Edifício das Consultas Externas".

Os funcionários dizem, porém, desconhecer tais "ocorrências". "Dizem que colocaram os pinos nos lugares porque as ambulâncias não passavam, por exemplo, mas sempre passaram", diz Elisabete Correia, técnica auxiliar. A funcionária, que entra muitas vezes de manhã, diz que agora tem de sair de casa "muito mais cedo". "Temos de ir para lá dormir para arranjar lugar. Quando faço manhãs tenho de ir às 6.30 horas e já pouco ou nada há!", lamenta.

O JN tentou contactar o hospital para obter uma reação, mas não obteve resposta.

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