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Câmara de Lisboa cancela fogo-de-artifício da passagem de ano

Câmara de Lisboa cancela fogo-de-artifício da passagem de ano

A Câmara de Lisboa decidiu cancelar os espetáculos de fogo-de-artifício da passagem de ano, depois de já ter anunciado o cancelamento de festejos na rua, devido à situação pandémica, disse, esta terça-feira, à Lusa fonte oficial do município.

A mesma fonte indicou que a decisão foi tomada após reunião do Conselho Municipal de Segurança e com base na evolução da pandemia de covid-19, referindo que foi pedido um parecer à Direção-Geral da Saúde, mas ainda não houve resposta.

O executivo camarário, liderado pelo social-democrata Carlos Moedas, avaliou a possibilidade de realizar fogo-de-artifício em três locais da cidade, em vez de concentrar no Terreiro do Paço, mas a situação pandémica motivou o cancelamento destes espetáculos.

No início de dezembro, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, anunciou que os festejos da passagem de ano na cidade foram cancelados devido à evolução da pandemia, remetendo para mais tarde uma decisão sobre os espetáculos de fogo-de-artifício.

"É uma decisão, obviamente, que vai em linha com a situação que estamos a viver, aliás, o presidente da Câmara do Porto e outros municípios tomaram essas decisões. A minha decisão foi, realmente, que no momento em que estamos não podemos ter aquele tipo de festejos que costumávamos ter, que eram ter festa na rua, com os músicos, com os artistas, isso não vai ser possível, portanto todos estamos de acordo em que isso não vai ser possível", afirmou na altura o autarca de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, em 3 de dezembro, Carlos Moedas disse que a decisão foi tomada após ouvir "várias pessoas", inclusive houve uma reunião do Conselho Municipal de Segurança, em que se discutiu o assunto com a Polícia de Segurança Pública e a Polícia Municipal, concluindo que "não há hipótese" de realizar os habituais festejos.

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Sobre o que ainda poderia acontecer no âmbito das celebração da passagem de ano em Lisboa, o social-democrata referiu que estava a ser avaliada a possibilidade de manter os espetáculos de fogo-de-artifício.

"Tem a ver com o fogo-de-artifício, que gostaria muito de fazer em Lisboa, mas que também, neste momento, sem ter realmente o maior conforto de todos, [...] não posso dar já uma resposta. Para a semana vamos decidir", declarou o autarca.

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