Igualdade

Câmara de Lisboa falha no hastear da bandeira Trans

Câmara de Lisboa falha no hastear da bandeira Trans

A bandeira do movimento Trans devia ter sido hasteada, esta quinta-feira, na Câmara de Lisboa, assinalando o Dia Internacional da Visibilidade Trans, mas tal não aconteceu, apesar de ter sido uma decisão aprovada por maioria em reunião camarária.

A ideia de "hastear a bandeira Trans nos Paços do Concelho, a cada dia 31 de março, para homenagear as conquistas e celebrar o Dia Internacional da Visibilidade Trans" surge de um voto de saudação apresentado pela vereadora independente do Cidadãos por Lisboa (eleita pela coligação PS/Livre), Paula Marques, e subscrito por PS, BE e Livre, e que foi aprovado na quarta-feira, em reunião pública do executivo municipal, com os votos contra dos eleitos pelo PSD/CDS-PP, à exceção de Filipa Roseta (PSD) que se absteve, e os votos a favor dos restantes.

A propósito dessa votação, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), justificou o voto contra o hastear a bandeira Trans com a necessidade de uma discussão sobre os critérios de escolha das bandeiras das diferentes causas que devem ser hasteadas nos Paços do Concelho, ressalvando que estará sempre ao lado da defesa dos direitos humanos e da diversidade.

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O Dia Internacional da Visibilidade Trans celebra-se esta quinta-feira, mas a decisão de hastear a bandeira nos Paços do Concelho ficou por cumprir, estando apenas içada a bandeira do município de Lisboa, constatou a Lusa, tendo o gabinete de Carlos Moedas optado por não prestar qualquer esclarecimento.

"Carlos Moedas, onde está a bandeira Trans nos Paços do Concelho? Para quem afirmou que estaria sempre ao lado da defesa dos direitos humanos e da diversidade, como fez ontem [quarta-feira] Moedas, não ter cumprido a deliberação aprovada é um desrespeito. Há bandeiras que não se deixam cair", afirmou a vereadora independente Paula Marques.

Uma vez que a bandeira do movimento Trans não foi hasteada nos Paços do Concelho, como tinha ficado decidido em reunião pública do executivo municipal, "os vereadores proponentes (a proposta foi também subscrita pelo PS, Livre e BE) decidiram pô-la no edifício ao lado, onde estão os seus gabinetes", revelou Paula Marques, realçando que é a primeira vez que se iça esta bandeira na Praça do Município de Lisboa.

Também o BE referiu que foi aprovado o hastear da bandeira Trans, pelo que "as forças proponentes e subscritoras desse voto hastearam a bandeira nos Paços do Concelho".

Aprovado na quarta-feira, o voto de saudação foi votado por pontos, tendo existindo unanimidade do executivo camarário na ideia de "saudar a manifestação do Dia da Visibilidade Trans e as organizações e coletivos que a convocaram: Ação Pela Identidade; Casa T; Projeto Anémona; Rede ex aequo e TransMissão".

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