Crise

Câmara de Lisboa reforça apoio alimentar em seis milhões de euros

Câmara de Lisboa reforça apoio alimentar em seis milhões de euros

A Câmara de Lisboa vai reforçar os apoios sociais que criou no primeiro confinamento. A maior verba destina-se ao programa municipal de apoio alimentar, para o qual a Autarquia prevê um investimento de seis milhões de euros.

O município está a distribuir 3870 kits refeição por dia, equivalentes a duas refeições diárias e um lanche, por toda a cidade. Na última semana, "os pedidos de ajuda subiram e a produção de kits refeição cresceu 8%" e "prevê-se que continue a subir", alerta o gabinete do vereador dos Direitos Sociais, Manuel Grilo, que, na sequência do aumento da procura, tem 6 milhões de euros para reforçar este apoio. O município tem ainda 3,6 milhões de euros para restaurantes solidários que, a partir de fevereiro, vão começar a confecionar refeições para serem distribuídas "por quem mais precisa".

As organizações sociais sem fins lucrativos terão mais 4,3 milhões de euros para continuarem a distribuir cabazes alimentares a associações de moradores de Lisboa. Desde o início da pandemia, dezenas de associações da cidade já receberam 12,4 milhões de euros. Serão distribuídos também 3,3 milhões de euros pelas Juntas de Freguesia para fazerem face a apoios de emergência social que têm surgido por toda a cidade.

Escolas abertas para refeições

As escolas públicas, sob responsabilidade da Câmara de Lisboa, continuarão a confecionar refeições para os estudantes, do Jardim de Infância ao 12.º ano, dos escalões A e B da Ação Social Escolar e para os alunos com Necessidades de Saúde Especiais (NSE). "A refeição será completa, em sistema take-away, por motivos de higiene e segurança no contexto atual, e estará disponível na própria escola, entre as 12h00 e as 13h30", avança o gabinete do vereador dos Direitos Sociais, Manuel Grilo.

Na sequência do encerramento das atividades letivas, as crianças até aos 12 anos, "filhas de funcionários de serviços essenciais das áreas da saúde, higiene urbana, segurança, entre outros, que não poderão exercer a sua atividade em regime de teletrabalho, vão poder aceder a nove escolas de agrupamentos escolares de Lisboa".

Os estabelecimentos de ensino onde poderão deslocar-se são a Escola Básica São Vicente de Telheiras, Escola de Santa Clara, Escola Básica Mestre Arnaldo Louro de Almeida, Escola Básica Patrício Prazeres, Escola Secundária do Lumiar, Escola Secundária do Restelo, Escola Básica O Leão de Arroios, Escola Básica Natália Correia e Escola Básica Paulino Montez.

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Apoio a idosos

Meio milhar de idosos começou a receber, este mês, telefones de teleassistência. Tratam-se de telefones com um botão vermelho, que após ser pressionado pelos utentes toca diretamente para os Sapadores Bombeiros de Lisboa. Estes equipamentos permitem também um acompanhamento regular por equipas técnicas da autarquia.

O programa "Lisboa mais perto" pressupõe ainda acompanhamentos domiciliários com sessões de fisioterapia e reabilitação psicomotora, psicologia e realização de tarefas diárias como compras a cerca de 100 idosos já identificados pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e em articulação com os centros de saúde da cidade.

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