Lisboa

Carmona Rodrigues ilibado no caso Benfica

Carmona Rodrigues ilibado no caso Benfica

Carmona Rodrigues, ex-presidente da Câmara de Lisboa, foi ilibado de corrupção no caso que envolvia a construção do novo estádio do Benfica para o Euro 2004, um negócio de parceria entre a autarquia, o clube e a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL).

De acordo com o semanário Sol, o Ministério Público (MP) decidiu arquivar as suspeitas de corrupção passiva para acto ilícito que recaíam sobre o antigo autarca. Além de Carmona Rodrigues, todos os outros quatro arguidos – o ex-presidente da EPUL Sequeira Braga, e mais três gestores desta empresa – acabaram ilibados do crime de gestão danosa.
 
O Benfica terá encaixado cerca de 65 milhões de euros com a assinatura do contrato-programa destinado à construção do novo estádio. Santana Lopes, apesar de, à data, presidir ao município, foi apenas ouvido como testemunha.
 
O clube encaixou milhões de várias formas. Foi-lhe autorizada construção num terreno situado junto ao estádio e vendeu os direitos à EPUL, arrecadando mais de 32 milhões de euros.

Por lucros futuros que a EPUL iria receber pela construção de 200 fogos no Vale de Santo António (inviabilizada entretanto pela autarquia), o Benfica recebeu adiantados mais dez milhões de euros. A Câmara viria ainda a ceder, em direito de superfície, a exploração de duas bombas de gasolina. O clube vendeu-os à Galp e arrecadou quase 15 milhões. A EPUL suportou ainda custos relacionados com ramais de acesso, fiscalização e consultadoria.
 
Segundo o MP, quando Carmona Rodrigues autorizou, por escrito, o pagamento de uma das verbas, já o estádio estava quase concluído. Sobre o crime de gestão danosa, o MP frisa que a EPUL foi prejudicada com o negócio do Vale de Santo António, mas acrescenta que o prejuízo (a autarquia não aprovou o loteamento) não era previsível quando os contratos foram assinados.

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