Bicicletas

CDS exige saber porque é que Gira fere tanta gente

CDS exige saber porque é que Gira fere tanta gente

O CDS exigiu, este sábado, à Câmara Municipal de Lisboa que explique "o número de sinistros registados" com o Gira, o sistema de bicicletas públicas da capital, gerido pela EMEL (Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento).

Os centristas pretendem que se apurem as alegadas "anomalias" daqueles veículos, após dezenas de utilizadores terem sofrido ferimentos - alguns deles graves - quando recorreram aos travões das bicicletas elétricas, como noticiou, ontem, o JN.

Para o líder da bancada do CDS na Assembleia Municipal, Diogo Moura, há que perceber "que avaliação fez a EMEL" sobre os incidentes e que "diligências foram efetuadas". No requerimento, entregue pelo deputado centrista, questiona-se se os problemas relatados nas últimas semanas serão responsabilidade dos "serviços técnicos EMEL" ou da Órbita, empresa a quem a capital entregou a execução de um plano de instalação de 140 estações, com bicicletas convencionais e elétricas, que ultrapassa os 23 milhões de euros.

Refira-se que as duas empresas não responderam, até agora, às questões colocadas pelo JN.

"Importa esclarecer cabalmente se existe uma deficiência nas bicicletas e se a mesma coloca em risco os utilizadores e terceiros", disse Moura, ao JN, que apontou também "o atraso na colocação de mais bicicletas" e uma "assistência e reposição deficitárias".

Outra das falhas, alegou o centrista, é a dificuldade que alguns utilizadores têm reportado insistentemente: quando tentam entregar as bicicletas em estações existentes "em locais chave", estas estão completas. Isso obriga-os a andar à procura de uma outra estação - "o que aumenta o tempo de utilização".

Segundo Diogo Moura, "o CDS teve, desde a primeira hora, uma discordância quanto ao modelo implementado, considerando prudente a opção por um modelo público-privado ao Invés do modelo exclusivamente público".