Lisboa

CDU vai pedir suspensão de parquímetros em São Domingos de Benfica

CDU vai pedir suspensão de parquímetros em São Domingos de Benfica

Os vereadores do CDU vão apresentar, na próxima reunião da Câmara Municipal de Lisboa, uma proposta para discutir a suspensão de paquímetros em São Domingos de Benfica, Lisboa, até que sejam criadas alternativas de mobilidade, sobretudo para os milhares de trabalhadores do complexo de escritórios Torres de Lisboa. O estacionamento começou a ser pago esta quarta-feira.

Depois de ter reunido há duas semanas com trabalhadores das Torres de Lisboa, e do assunto ter sido debatido na reunião pública da última semana, João Ferreira, vereador da CDU confirmou, esta quinta-feira, ao JN, que vai avançar com o pedido de suspensão. "Estamos a estudar as propostas concretas que vamos apresentar no sentido de oferecer alternativas de mobilidade às pessoas que trabalham nas Torres de Lisboa. Até estas estarem concretizadas pedimos que seja suspensa a cobrança dos parquímetros", adiantou.

João Ferreira avançou que a criação de carreiras regulares da Carris, "com grande frequência nas horas de ponta, e que assegure o horário noturno entre a ligar as estações de Metro" será uma das alternativas. "Nem precisam de ser autocarros dos maiores em determinadas horas do dia", observa, recordando que a "Câmara tem agora a tarefa facilitada", uma vez que gere diretamente a transportadora.

Também o CDS-PP diz ter "enormes reservas" à forma como está a ser gerido o estacionamento na em Lisboa. "Devia ter-se em conta as várias realidades da cidade", assume o vereador João Gonçalves Pereira. No entanto, destaca que, aquilo que se tem assistido é a um "empurrar" dos automóveis de freguesia em, freguesia. "Quando se colocam parquímetros numa, as pessoas passam a deixar na outra mais ao pé, criando assim pressão sobre essa", explica.

Os centristas criticam, por isso, a expansão das áreas tarifadas a falta de parques dissuasores nas entradas da capital, na atuais condições. "Enquanto não forem construídos esses parques e não houver uma rede integrada de transportes coletivos que dê uma resposta eficaz não concordamos", refere João Gonçalves Pereira, acrescentando que "não se pode fazer restrição sem oferecer alternativas.

Este assunto chegou a ser discutido na última reunião pública de Câmara, onde uma representante dos trabalhadores da Galp, foi apresentar a situação criada pela introdução de parquímetros. Os funcionários, muitos residentes em Lisboa, alegam que, quem more na zona oriental, demora 15 minutos a chegar ao trabalho e que, com a rede atual de transportes públicos, o tempo pode chegar a hora e meia, uma vez que a linha de Metro obriga a ir ao centro da cidade para voltar para a periferia.

Confrontado com as queixas, o presidente da Câmara, Fernando Medina, responsabilizou as empresas pela criação de alternativas de estacionamento para os seus trabalhadores. "Não é aceitável que as entidades empregadoras digam aos trabalhadores "agora, vocês vão para a rua, encontrem lugar na via pública" e, assim, desresponsabilizam-se disso", referiu.

Os parquímetros foram introduzidos, esta quarta-feira, na freguesia de São Domingos de Benfica, onde também o parque junto às Torres de Lisboa com 60 lugares passou a ser tarifado. No terreno, conforme o JN observou, os efeitos práticos fizeram-se sentir com a deslocação dos automobilistas para zonas mais afastadas - já nas freguesias de Telheiras e Alvalade - onde os lugares disponíveis foram rapidamente ocupados.

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