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Centro Comercial Colombo reabriu e a Primark foi a mais procurada

Centro Comercial Colombo reabriu e a Primark foi a mais procurada

O centro comercial Colombo, em Lisboa, reabriu esta segunda-feira, sem enchentes. A movimentação começou a sentir-se mais ao final da manhã, principalmente na loja Primark, onde se formou uma fila com quase 20 pessoas. Várias acabaram por desistir de visitar o espaço mais procurado. "Talvez volte amanhã porque acredito que à hora de almoço vá piorar. Já esperava que houvesse fila", admite Gorete Vasconcelos, 42 anos.

Palmira Teixeira também esperava entrar mais rapidamente na loja. "Não é que esteja muita gente, mas agora entra-se a conta-gotas e não tenho tempo para estar na fila à espera, tenho de ir trabalhar", explica. Veio do Barreiro, em Setúbal, a uma consulta médica com o filho e aproveitou para ir ao shopping, do qual já sentia alguma falta. "Não estava ansiosa por voltar, mas já tinha saudades de comer um hambúrguer e dar um passeio", confessa.

Ângela Carvalho, 73 anos, tinha saudades de ver pessoas no Colombo. Não deixou de visitar o centro comercial durante o período de confinamento, uma vez que o hipermercado, farmácias e outros espaços essenciais mantiveram-se abertos, mas "não era a mesma coisa".

"Às vezes vinha e estava um silêncio triste, já sentia falta de ver gente", reconhece, à saída da Primark. Já dentro da loja, a experiência foi totalmente diferente daquilo a que estava habituada. "Não podemos experimentar nada. Pus o pé em cima de um chinelo para ver como ficava, com meias, e mesmo assim as funcionárias alertaram-me logo que não podia fazê-lo", conta.

Dentro do centro comercial, tudo mudou. Há dispensadores de álcool gel em todos os acessos do Colombo e à entrada das lojas, setas no chão a convidarem as pessoas a circularem à direita, para evitar aglomerações, e símbolos nos bancos a indicarem os lugares disponíveis e os proibidos. Nas lojas com mais de uma entrada, entra-se por uma e sai-se pela outra, e o número de pessoas que entram é controlado.

O número de clientes permitido está afixado à entrada de vários espaços comerciais. No interior, os funcionários usam máscara ou viseira e há proteções de acrílico junto dos balcões de atendimento. Muitos espaços comerciais ainda não reabriram e vários reduziram o horário. Samuel Ribeiro, 18 anos, chegou às 10 horas porque, admite, "esperava que o centro comercial estivesse mais cheio". "Vim mais cedo, mas não está muita gente", diz, enquanto espera que uma loja desportiva abra. "Só vai abrir às 11 horas, pelos vistos abrem mais tarde agora", explica.

Pelos corredores do Colombo, todos cumprem as distâncias e veem-se várias lojas ainda sem clientes. Christophe Lemonnier, 32 anos, numa fila com meia dúzia de pessoas para um espaço de venda de café, não está admirado com a pouca afluência. "Há pessoas ainda com receio de sair de casa e muitas habituaram-se a comprar online. No meu caso, só vim mesmo entregar cápsulas para reciclagem", diz o francês residente em Portugal.

Já Paulo Freitas, 62 anos, está mais estupefacto. "Estou surpreendido porque esperava mais gente, mas também não contava com a mudança no horário das lojas. Estou a ver que muitas abrem mais tarde", constata. Veio de Azeitão, em Setúbal, comprar recargas para canetas, mas admite que não era uma prioridade. "Vim a uma consulta e já que o centro comercial reabriu aproveitei e também vim. Já precisava das recargas, mas também podia escrever com as dezenas de canetas que tenho em casa", diz, entre risos.