Lisboa

Cerca de 300 bicicletas Gira vandalizadas este ano

Cerca de 300 bicicletas Gira vandalizadas este ano

Desde o início do ano já foram vandalizadas 300 bicicletas da rede Gira, em Lisboa. A maioria são arrancadas das estações da rede partilhada de bicicletas e abandonadas depois na via pública, em zonas florestais, como o parque florestal de Monsanto, ou mesmo atiradas ao rio Tejo, avança a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) ao JN. Apesar de algumas serem deixadas em locais de difícil acesso são encontradas através do sistema GPS instalado nestes velocípedes.

Os atos de vandalismo têm vindo a aumentar. Só nas duas últimas semanas, 100 bicicletas foram vandalizadas, sendo o roubo a ocorrência mais comum. As estações mais procuradas para o furto são as que se situam na Gare do Oriente, centro comercial Vasco da Gama, Praça do Município, Terminal de Cruzeiros, Largo Frei Heitor Pinto, Rua Arco do Cego, Avenida 5 Outubro e Avenida da Igreja. Depois são deixadas "em diversos locais da cidade, mas não há nenhum sítio recorrente". Duas já foram encontradas, por exemplo, no Barreiro, em Setúbal, e no Fogueteiro, no Seixal.

A EMEL lembra que o vandalismo "tem posto em causa o bom funcionamento da rede de bicicletas e causado danos consideráveis no património da cidade", situação que assiste com "consternação".

Os utilizadores da Gira ficam com menos velocípedes e a empresa municipal tem de suportar custos de reparação que rondam os 200 euros por bicicleta, tendo gasto desde janeiro cerca de 60 mil euros para consertar os velocípedes, uma vez que a maioria das 300 bicicletas vandalizadas foi reparada.

Quando os veículos são arrancados da estação partem-se peças da bicicleta ou da doca, que têm de ser repostas. Estes danos exigem "muito tempo de reparação" deixando os mecânicos sobrecarregados. As equipas da EMEL, por sua vez, "têm que se desdobrar e balancear o seu trabalho entre a gestão de verificação, recolha e reposição de bicicletas e a tentativa de recuperar as Gira furtadas".

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A empresa que gere a rede de bicicletas garante, por isso, que a vigilância será reforçada, juntamente com a PSP, e diz estar a trabalhar para tornar estes veículos "menos vulneráveis". André Pinto, utilizador diário das Gira, já perdeu a conta às vezes que chegou à estação do centro Vasco da Gama e encontrou a doca vandalizada, principalmente desde o início das férias escolares. "É revoltante ver que há pessoas que se divertem a destruir material público por pura diversão. Se continuar assim vamos voltar a uma situação antiga, a constante falta de bicicletas", lamenta.

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