Covid-19

Exército e Cruz Vermelha cedem 450 camas para hospital de campanha em Lisboa

Exército e Cruz Vermelha cedem 450 camas para hospital de campanha em Lisboa

Na última semana, estiveram a ser montadas 500 camas, nos três pavilhões da cidade universitária de Lisboa. Destas, 300 foram fornecidas pelo Exército Português e 150 pela Cruz Vermelha.

Será ainda instalada uma tenda sobre um relvado sintético, com capacidade para mais 100 camas. A ideia é libertar espaço nos hospitais Santa Maria, São José e São Francisco Xavier, e atender apenas doentes com Covid-19, "com baixas necessidades de internamento", avança fonte da Câmara de Lisboa. "São para casos mais leves, que fiquem apenas três a cinco dias internados", esclarece.

O hospital de campanha "poderá crescer se for necessário", avançou o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, esta manhã, numa visita ao espaço. Esse crescimento "permitirá em média, em termos de utilização expectável, servir entre 2000 e 2500 pacientes". "A partir desta infraestrutura libertaremos recursos que têm de estar concentrados em apoiar os doentes que estão em situação mais critica, que serão acompanhados nos edifícios dos hospitais centrais", clarificou Medina.

O chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro, disse que, neste momento, as Forças Armadas têm, além das 300 cedidas ao hospital de campanha, "2000 camas por todo o país, sendo que 500 delas estão na região de Lisboa, na Base Naval do Alfeite, em Almada, e nalgumas unidades militares do Exército da Força Aérea". "O que estamos a fazer nas Forças Armadas é apoiar com todos os nossos recursos o Serviço Nacional de Saúde", frisou Silva Ribeiro.

A Universidade de Lisboa vai ainda disponibilizar uma residência universitária com 186 camas para doentes ou profissionais de saúde e encarregar-se-á de confecionar as refeições. "As refeições para doentes e para o pessoal de apoio serão confecionadas na cantina da universidade, que tem uma capacidade instalada para fazer 1000 refeições diárias", explicou António Cruz Serra, reitor da Universidade de Lisboa.

Neste momento está a ser escolhida a direção clínica para o hospital de campanha, e ainda não se sabe exatamente quantos profissionais serão alocados ao hospital improvisado, avançou Luís Pisco, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

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