Saúde

Hospital de campanha com 500 camas em Lisboa na fase da mitigação

Hospital de campanha com 500 camas em Lisboa na fase da mitigação

Câmara e universidade da capital estão a montar espaço com 500 camas no Estádio Universitário. Esta quinta-feira, arranca fase mais crítica na luta contra a Covid-19.

Lisboa vai ter um hospital de retaguarda para libertar camas nos hospitais de Lisboa e aumentar a capacidade de resposta à Covid-19. Com capacidade para 500 pessoas, o espaço está a ser montado no Estádio Universitário, pela universidade e pela câmara de Lisboa, em parceria com os centros hospitalares e a Administração Regional de Saúde (ARS) da capital. O anúncio será feito hoje, o primeiro dia da fase de mitigação da Covid-19, que obriga hospitais e centros de saúde a criar espaços distintos para doentes com e sem o novo coronavírus.

Luís Pisco, presidente da ARS de Lisboa, disse ao JN que o espaço será "uma espécie de cuidados continuados de muito curta duração", onde poderá convalescer quem não o possa fazer em casa. Será instalado em pavilhões da universidade, que exigem "obras mínimas", e será equipado pela autarquia e pelo Exército.

Questionado sobre a data de abertura, Luís Pisco garantiu não haver urgência: "Os hospitais têm camas suficientes. A haver necessidade, será daqui a semanas". Ao início da noite, todavia, a Universidade de Lisboa admitiu que poderá começar a funcionar já no sábado. O gabinete do reitor Cruz Serra disse que "o objetivo é deslocar pacientes com outras patologias que estão neste momento nas enfermarias do Hospital de Santa Maria". Quinze minutos antes, a câmara de Fernando Medina tinha informado que o hospital "vai reforçar a capacidade de acolhimento de pacientes infetados com Covid-19" em Lisboa.

A decisão sobre o tipo de doentes que a unidade irá receber será tomada hoje, diz Luís Pisco. Mas assumiu que o objetivo é aumentar a capacidade de acolhimento de doentes com Covid-19 nos três centros hospitalares da cidade, à semelhança de outros países europeus".

Mais análises

O anúncio do hospital será formalizado hoje, dia em que Portugal passa à fase mais crítica de combate à pandemia, a fase de mitigação [ler P&R]. Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, justificou-o com a existência de "transmissão comunitária", que "não é exuberante nem descontrolada, mas existe". Já na semana passada havia cadeias de transmissão, com perda do chamado link epidemiológico.

Agora, na fase de mitigação, também os centros de saúde podem pedir análises, pelo que é expectável um disparar das infeções confirmadas, alerta Ricardo Mexia: "Só significa que o nosso conhecimento se aproxima da realidade". O presidente da Associação de Saúde Pública pediu às pessoas para continuarem longe dos hospitais, exceto em caso de urgência real.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG