Lisboa

Insónia de vizinho evita tragédia

Insónia de vizinho evita tragédia

O incêndio que, na madrugada desta sexta-feira, destruiu por completo dois andares de um prédio na Rua Martim Vaz, em Lisboa, só não foi mais grave porque o morador das águas furtadas estava acordado e deu o alarme aos vizinhos, que fugiram do local.

"Foi uma noite de pânico", contou, ao JN, Lurdes Soares, moradora na vizinha Calçada do Santana e filha de uma das moradoras no prédio. "Bateram-me à porta às 3 da manhã e disseram-me que havia fogo na casa da minha mãe. Vim a correr, com o coração nas mãos, até porque ela tem uma paralisia e tive medo que não conseguisse sair", recordou.

Por sorte, quando Lurdes chegou já a mãe estava fora de casa. Tal como ela, todos os vizinhos do prédio. "Ainda bem que o senhor António - o morador das águas furtadas - estava sem sono e a ver televisão. Ele sentiu cheiro a fumo e apercebeu-se do que se passava. Saiu e tirou-nos a todos da cama antes que morressemos lá dentro", contou ao JN uma vizinha.

Esta sexta-feira de manhã no local estiveram inspetores da Polícia Judiciária a recolher pistas para apurar o que terá originado o incêndio que começou num primeiro andar e alastrou às águas furtadas.

Ao todo, três pessoas ficaram com as casas totalmente destruídas. As autoridades estão também a tentar encontrar solução de realojamento.

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