Cartão Navegante Escola

Alunos do primeiro ciclo de Lisboa vão viajar de borla nos transportes públicos

Alunos do primeiro ciclo de Lisboa vão viajar de borla nos transportes públicos

Cerca de 14200 alunos das escolas públicas do primeiro ciclo de Lisboa vão receber o cartão Navegante Escola no início deste ano letivo, que lhes permitirá usar o cartão escolar para viajar gratuitamente na Carris e no Metro.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa avançou, esta terça-feira, que "este novo cartão estará também disponível para estudantes das escolas privadas do concelho que decidam aderir ao programa".

O novo cartão irá ser atribuído gratuitamente "através das escolas, devendo os encarregados de educação preencher o impresso de autorização de partilha de dados".

A autarquia explica ainda que o Navegante Escola funciona da mesma forma que os restantes cartões Lisboa Viva, acrescentando que a "medida deverá ser estendida no próximo ano às escolas do 2.º e 3.º ciclo, permitindo a viagem gratuita até aos 12 anos e a conciliação do cartão escolar com o título de transporte a todos os outros".

A novidade já tinha sido anunciada em janeiro por Ricardo Robles, vereador da Educação e dos Direitos Sociais (BE) na Câmara de Lisboa na altura.

"Em setembro de 2018 queremos implementá-los em todos os alunos do primeiro ciclo e em setembro de 2019 queremos alargar depois aos ciclos seguintes", referiu Ricardo Robles, em declarações à Lusa.

Com esta medida, explicou o então vereador, "deixam de ser os pais a ter de pedir" o passe para as crianças, pelo que os mais novos, "desde que estejam na escola, passam a ter o cartão" para os transportes públicos automaticamente.

"Esta é uma ideia que parece muito simples, e é simples, mas que cria um instrumento importante para as escolas", uma vez que quando existem atividades fora da escola é necessário que os alunos se façam acompanhar de títulos de viagem já carregados ou dos seus passes, referiu.

Esta medida insere-se também numa política de tentar atenuar o impacto dos movimentos pendulares para as escolas, que têm um "grande pico ao início da manhã e ao final da tarde em zonas muito específicas da cidade, e que criam uma pressão muito grande".

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