Cartão Navegante Escola

Alunos do primeiro ciclo de Lisboa vão viajar de borla nos transportes públicos

A medida tinha sido anunciada em janeiro por Ricardo Robles, o então vereador da Educação e dos Direitos Sociais

Foto AntÓnio Cotrim/lusa

Cerca de 14200 alunos das escolas públicas do primeiro ciclo de Lisboa vão receber o cartão Navegante Escola no início deste ano letivo, que lhes permitirá usar o cartão escolar para viajar gratuitamente na Carris e no Metro.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa avançou, esta terça-feira, que "este novo cartão estará também disponível para estudantes das escolas privadas do concelho que decidam aderir ao programa".

O novo cartão irá ser atribuído gratuitamente "através das escolas, devendo os encarregados de educação preencher o impresso de autorização de partilha de dados".

A autarquia explica ainda que o Navegante Escola funciona da mesma forma que os restantes cartões Lisboa Viva, acrescentando que a "medida deverá ser estendida no próximo ano às escolas do 2.º e 3.º ciclo, permitindo a viagem gratuita até aos 12 anos e a conciliação do cartão escolar com o título de transporte a todos os outros".

A novidade já tinha sido anunciada em janeiro por Ricardo Robles, vereador da Educação e dos Direitos Sociais (BE) na Câmara de Lisboa na altura.

"Em setembro de 2018 queremos implementá-los em todos os alunos do primeiro ciclo e em setembro de 2019 queremos alargar depois aos ciclos seguintes", referiu Ricardo Robles, em declarações à Lusa.

Com esta medida, explicou o então vereador, "deixam de ser os pais a ter de pedir" o passe para as crianças, pelo que os mais novos, "desde que estejam na escola, passam a ter o cartão" para os transportes públicos automaticamente.

"Esta é uma ideia que parece muito simples, e é simples, mas que cria um instrumento importante para as escolas", uma vez que quando existem atividades fora da escola é necessário que os alunos se façam acompanhar de títulos de viagem já carregados ou dos seus passes, referiu.

Esta medida insere-se também numa política de tentar atenuar o impacto dos movimentos pendulares para as escolas, que têm um "grande pico ao início da manhã e ao final da tarde em zonas muito específicas da cidade, e que criam uma pressão muito grande".