Campolide

Retirados alguns sinais de estacionamento sobre passeios em Lisboa

Retirados alguns sinais de estacionamento sobre passeios em Lisboa

Alguns sinais que autorizavam o estacionamento tarifado em cima do passeio no bairro de Campolide, em Lisboa, foram retirados na manhã desta quinta-feira, avançaram ao JN moradores. No entanto, como o JN constatou no local, muitos dos sinais continuam colocados a assinalar estacionamento.

É a reação à notícia publicada pelo JN em primeira mão. Um morador de Campolide confirmou, na manhã desta quinta-feira, que foram retirados, na rua Ferreira Chaves, alguns dos sinais que assinalavam a possibilidade de estacionar com metade das viaturas na faixa de rodagem e a outra metade sobre o passeio. A situação mais bizarra acontece nessa mesma rua, que tem um sinal de proibição de estacionamento, a anteceder uma zona com marcas de lugares assinalados na estrada.

Os residentes temem agora que se siga a colocação de sinais no sentido contrário, ou seja, a proibição de estacionar. "Nós não conseguimos estacionar e ainda vamos perder alguns lugares, porque não criaram alternativas nenhumas. Só instalaram parquímetros, mas não criaram lugares", referiu um dos moradores, que contactou o JN, confirmando a retirada dos polémicos sinais.

O mesmo testemunho aponta o dedo à forma como as obras nos passeios do bairro foram feitas. "Deviam ter previsto logo a possibilidade de encurtar os passeios e criar mais lugares, mas nada disso foi feito", observa, acrescentando que, em muitos casos, "as pessoas nem se importarem de deixar os carros sobre o passeio". "O que queremos é lugares para estacionar e isso não há", resume.

A verdade é que, como o JN constatou, na noite desta quarta-feira, os sinais de trânsito autorizando e exemplificando a forma de estacionar sobre os passeios estavam colocados em várias ruas do bairro. Agora, os moradores, a par da perda de lugares, receiam uma situação venha a ser ainda mais confusa. "Provavelmente, vão pôr sinais de estacionamento proibido, mas as marcações continuarão no asfalto, o que vai deixar as pessoas na dúvida", referiu um dos testemunhos recolhidos.

Segundo a alínea 1 do artigo 49 do Código da Estrada, é proibido estacionar "nas pistas de velocípedes, nos ilhéus direcionais, nas placas centrais das rotundas, nos passeios e demais locais destinados ao trânsito de peões". As coimas previstas vão de 30 a 150 euros.

Entretanto, o CDS veio a público exigir explicações "da empresa e de Fernando Medina sobre violação dos direitos dos peões". "Temos uma EMEL que cobra dinheiro à custa de uma ilegalidade", escreve o deputado Diogo Moura, em nota enviada às redações, que acrescenta: "Se queremos resolver os problemas de estacionamento em zonas críticas da cidade, que se opte pela construção de silos ou outras soluções mas não à custa da impossibilidade de circulação nos passeios".

Os deputados municipais do CDS anunciam ainda que vão entregar na tarde desta quinta-feira à +residente da Assembleia Municipal, Helena Roseta, um pedido de esclarecimentos para que a CML informe sobre a fundamentação desta intervenção.