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Pavilhão Carlos Lopes de volta para o futuro

Pavilhão Carlos Lopes de volta para o futuro

Depois de vários anos de abandono, e de 13 de encerramento total, o histórico pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, foi inaugurado este sábado pelo primeiro-ministro António Costa, depois de uma reabilitação total, que custou cerca de oito milhões de euros.

"Este espaço tem uma história única. Aqui Portugal foi campeão do Mundo e da Europa em hóquei em patins, aqui se realizaram comícios políticos históricos, desfiles de marchas populares ou concertos de grandes bandas", recorda Vítor Costa, presidente da Associação de Turismo de Lisboa, que assumiu a empreitada de reabilitação, a qual custou cerca de oito milhões de euros

"Este é um pavilhão de todos os portugueses, cada um terá daqui a sua memória", prossegue o responsável, enquanto guia o JN pela nova sala multiusos de Lisboa, onde, a partir de agora, é possível organizar diversas atividades, desde congressos, a concertos, apresentações de empresa ou provas desportivas.

Ao longo do último ano, a preocupação foi preservar a memória histórica do pavilhão que atravessou duas vezes o Atlântico - foi o Pavilhão de Portugal na Grande Exposição Internacional do Rio de Janeiro tendo sido inaugurado em maio de 1923. Toda a cobertura que era em amianto foi removida, as velhinhas bancadas, que se encontravam totalmente apodrecidas, foram arrancadas e os vastos painéis de azulejos foram recuperados.

Para restaurar a sua riquíssima coleção de azulejos, a ATL contou com a colaboração da Polícia Judiciária, que conseguiu recuperar algumas peças roubadas na Feira da Ladra. As outras, segundo Vítor Costa, quando possível foram reconstruídas e em alguns casos os espaços foram preenchidos por azulejos brancos.

Depois da inauguração este sábado, o pavilhão estará aberto até 15 de março a visitas gratuitas do público. Depois abrirá consoante as atividades ali programadas e haverá também visitas de estudo. Para este ano estão já previstas, entre outras atividades, o certame Peixe em Lisboa e a Moda Lisboa.

O projeto implicou uma melhoria da relação do próprio edifício com o espaço envolvente, quer com o Parque Eduardo VII, quer com a zona urbana. "Melhoraram-se acessibilidades, criaram-se escadas, inclusivamente uma escada rolante para a Avenida Sidónio Pais e retirou-se o estacionamento que havia aqui à volta", explica Vítor Costa.

Já a antiga sala multiusos, com cerca de 2.000 metros quadrados, foi modernizada, mantendo a fachada, e foram-lhe introduzidas condições de segurança, de acesso a deficientes, de ar condicionado e condições técnicas para suspensões e, portanto, hoje pode receber qualquer tipo de evento adequado à dimensão do espaço.

O pavilhão contará ainda com a exposição permanente de 300 peças alusivas à carreira do campeão olímpico Carlos Lopes, que este sábado completa 70 anos.

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