Sismo

Proteção Civil de Lisboa irá concentrar-se em Monsanto

Proteção Civil de Lisboa irá concentrar-se em Monsanto

Os serviços da Proteção Civil de Lisboa irão ficar todos concentrados no mesmo espaço, em Monsanto, zona escolhida "por ser a mais segura da cidade em termos sísmicos".

"A Câmara Municipal de Lisboa [CML] vai proceder à concentração de todos os serviços de Proteção Civil num único espaço em Monsanto", refere o município numa nota enviada às redações.

Segundo a autarquia, "a zona geográfica foi escolhida por ser a mais segura da cidade em termos sísmicos, condição fundamental para a laboração deste serviço em qualquer circunstância".

Assim, as diferentes unidades do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) "passam a partilhar a mesma estrutura, onde está já instalada a Sala de Operações Conjunta (SALOC), no seguimento da estratégia de construção de uma relação cada mais próxima e fluida entre proteção civil e as forças de segurança, organizações nacionais e internacionais".

Desde 2010 que a SALOC reúne os meios de comando e controle do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, da Polícia Municipal e do Serviço Municipal de Proteção Civil.

No final de dezembro, os trabalhadores do SMPC, localizados na Praça de Espanha, manifestaram-se em frente aos Paços do Concelho, contestando a mudança de instalações anunciada pelo município. Segundo os trabalhadores, a divisão dos serviços poderia pôr em causa a eficácia e operacionalidade da proteção civil.

Na altura, o vereador dos Recursos Humanos, João Paulo Saraiva, afirmou que os estudos em curso tinham o pressuposto de não ser necessária a divisão dos trabalhadores por vários espaços.

"A agregação de serviços do SMPC agora decidida foi objeto de uma análise de várias possibilidades, que envolveu os trabalhadores, num processo de decisão conjunta com os diversos departamentos municipais responsáveis pela logística e funcionamento do serviço", salienta a CML, esta quarta-feira.

A nota do município aponta ainda que pretendem "garantir as mais adequadas condições de operacionalidade e resposta à cidade, nas várias áreas de intervenção em que atua o Serviço Municipal de Proteção Civil".

Ao mesmo tempo, a mudança "tem em conta a melhoria das condições laborais das pessoas envolvidas, no âmbito do programa de valorização dos trabalhadores e do trabalho em funções públicas que o município assumiu como uma das preocupações na gestão dos seus recursos humanos", advoga a CML.

A Câmara informou ainda que também que o Dispositivo Integrado e Permanente de Emergência Pré-Hospitalar se irá localizar no mesmo espaço.

Este dispositivo prevê um reforço de seis ambulâncias para situações de socorro em 2017, otimizar os meios do Regimento de Sapadores Bombeiros e de seis corporações de bombeiros voluntários, bem como assegurar a formação dos elementos do dispositivo, num investimento camarário de 90 mil euros.

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