Lisboa

PSP repõe só uma viatura de recolha de cadáveres

PSP repõe só uma viatura de recolha de cadáveres

A PSP de Lisboa repôs, na quinta-feira, uma das três viaturas automacas, que estavam inoperacionais, usadas para retirar cadáveres. A decisão daquela força de segurança ocorreu após o corpo de um homem ter ficado nove horas por levantar num restaurante da capital, onde foi vítima de morte súbita, devido à falta de uma automaca.

Das três viaturas propriedade do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, duas estão inoperacionais desde dezembro por problemas técnicos. A terceira, que parou a 18 de janeiro por falta da inspeção, terá sido aquela que, apurou o JN, regressou ontem, quinta-feira, ao serviço.

Há pelo menos um mês que o levantamento de corpos na via pública ou nos casos em que haja suspeita de crimes, em grande parte dos concelhos da área metropolitana de Lisboa, nomeadamente Sintra e Almada, estava a ser assegurado pela delegação de Setúbal da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP). O JN questionou o Cometlis e o Ministério da Administração Interna sobre a demora ocorrida anteontem e a inoperacionalidade das viaturas, mas não obteve respostas.

Apesar de a PSP ter aludido, na quarta-feira, a um protocolo com a CVP para este serviço, ontem, fonte da instituição negou, ao JN, a existência do mesmo.

"A Cruz Vermelha, nomeadamente a Delegação de Setúbal, tem um veículo adaptado para remoção de cadáveres, com capacidade para transporte de dois corpos de cada vez. Por via de uma articulação direta com a PSP de Lisboa, sem que para o efeito exista qualquer protocolo associado, a CVP facilita este apoio consoante a sua disponibilidade e possibilidade, sendo acionada pelo Comando Metropolitano de Lisboa", referiu a CVP.

Ao JN, Mário Andrade, o presidente Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP-PSP), considerou "lamentável o sucedido". "Este episódio cria uma imagem negativa da PSP, porque as pessoas não compreendem tal demora num serviço que cabe à PSP fazer", apontou.

"É preciso mais investimento na PSP para evitar casos como este", disse, concluindo que "o Comando [de Lisboa] não poderia ter feito mais".

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