Lisboa

Junta da Estrela gasta 60 mil euros destinados às iluminações natalícias em vales para crianças

Junta da Estrela gasta 60 mil euros destinados às iluminações natalícias em vales para crianças

Este ano, as luzes de Natal não vão acender-se nas ruas da freguesia da Estrela, em Lisboa. O presidente da Junta de Freguesia, Luís Newton, vai usar a verba da iluminação natalícia de 60 mil euros em vales de 30 euros para prendas para crianças.

Os "cheques Natal" são para crianças que estudem em escolas públicas da Estrela ou cujos encarregados de educação sejam recenseados nesta freguesia de Lisboa. As candidaturas para as famílias usufruírem dos vales terminaram na semana passada, tendo a junta validado até esta segunda-feira 700 inscrições, mas o presidente da Junta da Estrela, Luís Newton, diz ao JN que estão a receber "pedidos excecionais fora do prazo", que ainda serão incluídos.

As compras podem ser feitas em lojas da freguesia que adiram à medida, estando as candidaturas para os estabelecimentos comerciais abertas até sexta-feira. Os vales e o mapa dos estabelecimentos aderentes serão distribuídos no sábado. O valor que sobrar da verba de 60 mil euros destinada a esta iniciativa "será utilizado noutras medidas de apoio ao comércio local", estando em cima da mesa a possibilidade de "comparticipação de parte do valor da fatura energética dos estabelecimentos comerciais até março", avançou o autarca.

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Newton explica que, com estes vales, pretende "dar um sinal de apoio ao comércio local, para não atravessar mais dificuldades além das que já passou com a pandemia, e às famílias porque com a inflação e a retração do consumo poderiam não beneficiar do Natal que merecem". "O dinheiro não estica e entre ter as luzes de Natal ou ter esta medida, optamos por esta porque é um apoio mais direto. Não resolve o problema, mas achámos que mitiga", esclarece.

O autarca diz que a ideia é comprar prendas para crianças, mas não há restrições quanto aos produtos. "Qualquer artigo da loja vai estar disponível. Podem ser lojas de roupa, brinquedos, decoração, vinhos, tabacarias, farmácias, temos uma ampla variedade", enumera.

Newton refere ainda que, em anos anteriores, gastava 60 mil euros com equipamentos de iluminação e a eletricidade era sobretudo suportada por comerciantes ou instituições, que assim também terão menos despesas. "Não tínhamos gastos significativos com a energia, mas assim retirámo-lo a quem tinha".

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