Direitos humanos

Lisboa insta Governo a acolher mais refugiados do campo de Moria

Lisboa insta Governo a acolher mais refugiados do campo de Moria

A Câmara Municipal de Lisboa quer receber nos seus equipamentos mais refugiados que viviam no campo de Moria, na ilha grega de Lesbos, e garante estar disponível para gerir outros espaços de acolhimento, "mas para isso acontecer é preciso que o Governo tome decisões e mobilize financiamento", diz ao JN fonte do gabinete do pelouro dos Direitos Sociais.

O vereador dos Direitos Sociais, Manuel Grilo, leva na quinta-feira a votação uma moção na qual insta o Governo a reunir com a Câmara de Lisboa para aumentar a capacidade de acolhimento das 13 mil pessoas afetadas pelo incêndio que destruiu o campo de Moria, na Grécia.

"Não pode recair sobre as entidades acolhedoras encontrarem respostas para as lacunas da política do Governo nesta área, nomeadamente na habitação", critica ainda.

O pelouro dos Direitos Sociais reconhece que "o maior problema de integração" dos refugiados acolhidos por Portugal surge quando estes "não conseguem encontrar casa para arrendar, depois de saírem das casas do programa de acolhimento de refugiados". Exige, por isso, "mais investimento em habitação" e o alargamento do prazo do período do programa de acolhimento de refugiados, atualmente de 18 meses, "adaptando-o à realidade dos processos de integração e autonomização".

"Moria é hoje um espelho da resposta aos refugiados na Europa, um campo muito para lá da lotação. Precisamos que a solidariedade que todos sentimos perante a catástrofe humanitária se reflita em investimento para a integração destas pessoas que já tanto passaram", conclui.

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