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Lisboa vai ter uma piscina natural no rio Tejo em 2021

Lisboa vai ter uma piscina natural no rio Tejo em 2021

Este é um dos "milhares" de projetos planeados para o ano em que a cidade é Capital Verde Europeia.

Em 2021, vai ser possível tomar banho numa piscina artificial no rio Tejo, ver mais 100 hectares de zonas verdes em Lisboa e assistir ao nascimento de novos parques urbanos na cidade. Estas são apenas algumas das "milhares de ações planeadas" pela Câmara de Lisboa até 2050, no ano em que a cidade é Capital Verde Europeia. "As iniciativas têm todas o objetivo de melhorar a nossa qualidade de vida", frisou o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, antes do arranque das cerimónias oficiais que assinalaram, este sábado, Lisboa como Capital Verde Europeia.

A piscina natural terá 232 metros quadrados e vai funcionar com água do Tejo "previamente tratada, com um circuito interno" e água de furo, na zona da bacia norte da marina do Parque das Nações, em Lisboa, avançou Hugo Xambre Pereira, administrador da empresa Águas do Tejo Atlântico, ao JN. "Fruto do investimento que tem sido feito no saneamento, a água do rio já tem uma qualidade que nos permite pensar neste tipo de projetos. Ainda assim, a água tem de ser sempre tratada por questões de segurança", explicou o administrador da empresa responsável pelo projeto.

A piscina terá capacidade para cerca de "800 a 1100" pessoas, um número que poderá aumentar, "dependendo do projeto final". Além da piscina, haverá balneários, uma receção, solário, uma esplanada e "possivelmente restauração", que se estenderão por 2400 metros quadrados de área flutuante. O projeto ainda está numa fase muito embrionária e, por isso, ainda não há um orçamento fechado. Em maio deverá ser lançado o concurso da empreitada e as obras deverão estar concluídas em meados de 2021.

Mais de 70 empresas

As cerimónias oficiais que assinalam Lisboa como Capital Verde Europeia decorreram ontem e contaram com a presença de várias figuras importantes do Estado e do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres. Começaram com a inauguração da exposição O mar como nunca o sentiu, no Oceanário de Lisboa, que poderá ser vista a partir de hoje. A mostra, que conta a história da relação antiga entre homens e o mar, é uma das várias iniciativas previstas para este ano, no âmbito da Lisboa Capital Verde.

Hoje, serão distribuídas sementes para a plantação de 20 mil árvores e amanhã arrancam as obras que irão transformar a Praça de Espanha, hoje ocupada em grande parte por carros, num parque urbano. "Foram assinados compromissos com mais de 70 empresas da área da mobilidade, que representam mais de 20% de toda a força de trabalho no município. Comprometeram-se a implementar medidas concretas para combatermos as alterações climáticas", frisou Medina.

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