Lisboa

Longas filas na abertura do maior centro de vacinação do país

Longas filas na abertura do maior centro de vacinação do país

O maior centro de vacinação do país, com capacidade para atender seis mil pessoas por dia, abriu esta quarta-feira no Pavilhão 4 da Feira Internacional de Lisboa, registando longas filas de espera horas antes da abertura.

A partir das 9 horas, a hora de abertura do centro, as filas, uma para quem tinha agendamento e outra para quem aderiu à modalidade "casa aberta", foram dispersando, com o atendimento dos utentes.

Eunice Carrapiço, diretora executiva do Agrupamento Centros Saúde de Lisboa Norte, destacou que este novo centro tem capacidade para vacinar contra a covid-19 mais de seis mil pessoas por dia, cerca de três mil na modalidade "casa aberta" e outras três mil com agendamento, muitas das quais para dupla vacinação, contra a covid-19 e a gripe sazonal.


A responsável afirmou que já era esperada uma grande afluência de utentes, por ser feriado e por ter sido muito publicitada a abertura do centro, considerando a adesão das pessoas "um sinal muito positivo".

"Tentaremos sempre que não haja fila nem espera para as pessoas que já tinham uma hora agendada para a vacina. Relativamente às pessoas que vêm a modalidade 'casa aberta', todas as pessoas com mais de 70 anos ou mais de 50 anos que vêm fazer a segunda dose da Johnson, pessoas com prescrição médica, pessoas que vêm fazer a primeira dose ou a segunda dose contra a covid-19, também para essas tentaremos vacinar o maior número de pessoas hoje e nos próximos dias. Naturalmente que, dependendo da afluência, poderão ter um maior ou menor tempo de espera, mas tentaremos que seja o menor tempo de espera possível", afirmou.

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O novo centro substitui três outros com menor capacidade, que foram encerrados: o Pavilhão 3 do Estádio Universitário, o do Picadeiro Real e o dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa.

Cândido Rosa tinha a vacina agendada para terça-feira nas Olaias, mas este centro fechou e foi chamado esta quarta-feira para a FIL.

Esperou numa longa fila que chegou quase até ao Centro Comercial Vasco da Gama, mas acabou por não ser vacinado, porque tinha levado na quinta-feira passada a vacina contra a pneumonia, pelo que terá de voltar dentro de 15 dias.

"O que eu estou a ver é que a parte burocrática é que não está a corresponder aqui com a parte da vacinação. A parte da vacinação está livre, mas agora a parte burocrática, ali os computadores é que estão demorados. Há milhares de pessoas lá fora", sublinhou.

Já Maria Luísa Rodrigues e António Batista consideraram que este espaço é melhor do que os anteriores onde tinham recebido as outras doses de vacina.

Luísa Rodrigues, vacinada com a terceira dose contra a covid-19 e também com a vacina da gripe, estava à espera que os voluntários lhe chamassem um táxi para regressar a casa depois do recobro.

"São todos impecáveis", disse, destacando que o novo centro "tem muito espaço", enquanto nos outros "havia sempre muita gente".

Segundo Eunice Carrapiço, no pavilhão da FIL trabalham cerca de 200 pessoas ao longo do dia, dos quais 135 são profissionais de saúde e os restantes pessoal dos Bombeiros, da Proteção Civil e voluntários da Câmara Municipal de Lisboa e de juntas de freguesia. O pavilhão está aberto todos os dias entre as 9 horas e as 19 horas.

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