O Jogo ao Vivo

Pandemia

Medina elogia "operação massiva" de combate à covid-19

Medina elogia "operação massiva" de combate à covid-19

Depois das críticas à atuação das autoridades de saúde no combate à covid-19, o presidente da Área Metropolitana de Lisboa, Fernando Medina, elogia a "operação massiva sem precedentes que está a ser feita por várias equipas, nas freguesias de Lisboa, e que já abrangeu largos milhares de pessoas".

"Estamos a trabalhar de forma muito empenhada e articulada nos vários territórios", garantiu o autarca esta tarde de terça-feira, quando era ouvido na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação sobre a situação da pandemia na Grande Lisboa.

Medina reconheceu "um grande empenho de todos os responsáveis políticos ao contribuírem para uma melhor capacidade de resposta" e explicou o que mudou na estratégia do combate à covid-19. "As vigilâncias deixaram de ser da responsabilidade das unidades de saúde pública e passaram a ser da responsabilidade das unidades de cuidados na comunidade, com outras equipas mistas e mais numerosas do lado da saúde, às quais se juntaram novas equipas da Segurança Social, sistemas de proteção civil e as forças de segurança no cumprimento do confinamento. A mobilização dos sistemas de proteção civil neste contexto, que são muito poderosos por estarem habituados a funcionarem em regimes de contingência, permitiu uma grande capacidade de resposta", sublinhou.

O autarca disse mesmo que vê "poucos países" a fazerem este trabalho no terreno, a perceber quem está a cumprir o confinamento, quem tem condições de isolamento ou precisa de algum apoio social. "Ter esta operação montada, com a diversidade e complexidade dos territórios, é de uma enorme envergadura. Vejo poucos países no quadro europeu com este dispositivo capilar no terreno, que articula desde o Estado Central às equipas que estão em cada bairro, a fazerem este trabalho de grande complexidade e de enorme importância para invertermos a curva relativamente às novas infeções", frisou.

Medina lembrou ainda que tem havido "uma aceitação generalizada dos deveres de confinamento" e que várias soluções de alojamento criadas para receber quem não tinha possibilidade de isolar-se em casa, "não têm tido uma procura significativa no caso do município de Lisboa". "Há uma vontade, que se percebe, das pessoas permanecerem nas habitações, e deve ser respeitado desde que cumpram as regras de confinamento", admitiu.

O presidente da Área Metropolitana de Lisboa reiterou ainda o que tem vindo a dizer no último mês, de que é preciso "agir rápido e efetuar os testes de despistagem e os inquéritos à covid-19 com celeridade". "É preciso testar rápido e que os resultados dos testes sejam rápidos, não podem demorar a sair. É preciso também que os inquéritos sejam feitos com rapidez e que a verificação das condições do confinamento seja feita com rapidez, assim como o alerta para os casos de incumprimento", afirmou.

Fernando Medina foi ouvido esta tarde na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na qual foi questionado pelos deputados do CDS-PP João Gonçalves Pereira e do PS Ricardo Leão e pelas deputadas do PSD Filipa Roseta e do BE Isabel Pires.

Outras Notícias