Protesto

Mil polícias reivindicam direitos em Lisboa

Mil polícias reivindicam direitos em Lisboa

Mais de mil polícias manifestaram-se, esta quarta-feira, em frente à Direção Nacional da PSP, na zona da Penha da França, em Lisboa, para protestar contra a falta de disponibilidade do Governo para ouvir as reivindicações da PSP.

Manifestantes vindos do país inteiro seguiram depois, em marcha lenta, para o Ministério da Administração Interna (MAI), na Praça do Comércio, para mostrar o descontentamento ao governo pela não aplicação do estatuto profissional já aprovado.

Além do cumprimento integral do estatuto, os polícias reclamam o descongelamento de 12 anos de carreira, a implementação do subsídio de risco e o pagamento de suplementos durante as férias.

"Só pedimos aquilo que o tribunal já decidiu. A justiça já decretou que os suplementos de patrulha ou de turno são devidos mesmo durante as férias. O subsídio de risco já foi aprovado na Assembleia da República. Só exigimos o que é justo", disse Carlos Torres, presidente do Sindicato dos Agentes de Polícia (SIAP).

"Tivemos que fazer esta demonstração de força porque este governo não negoceia connosco. Com este ministro não há diálogo. Só nos recebeu duas vezes Desde que foi nomeado e uma foi a sua apresentação. Desde maio do ano passado que não nos responde", afirmou o dirigente sindical, que, na quinta-feira, juntamente com outros dirigentes sindicais, vai entregar no MAI um documento com todas as reivindicações.

O ministério de Eduardo Cabrita garantiu hoje que "mantém toda a abertura para discutir as matérias relativas às condições profissionais".

Chegou a estar previsto que os elementos policiais, hoje vestidos à civil, se manifestassem com farda vestida, mas uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa veio gorar as expectativas, ao decretar a ilegalidade de protestos de policias fardados.

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De acordo com Carlos Torres, a nega do tribunal acabou por mobilizar mais gente. "Nós defendemos a legalidade e, por isso, pedimos uma intimação ao tribunal. Acredito que muitos colegas decidiram participar na manifestação depois de saberem da decisão do tribunal. Aliás, tivemos que agilizar mais lugares nos autocarros à última hora", disse o dirigente sindical.

O protesto foi organizado por vários sindicatos do setor, entre os quais o Sindicato dos Agentes de Polícia (SIAP), Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), o Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP)​​ e o Sindicato Vertical das Carreiras de Polícias (SVCP).

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