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Moedas quer atrair jovens a viverem na capital

Moedas quer atrair jovens a viverem na capital

Candidato do PSD à Câmara de Lisboa apresentou programa eleitoral. Promete estacionamento mais barato, transportes públicos gratuitos e incentivos à habitação.

Transportes públicos gratuitos até aos 23 anos e depois dos 65 anos, reduzir o preço do estacionamento da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) para metade e habitação acessível e incentivos para os jovens viverem na capital foram algumas das promessas deixadas ao final da tarde desta quarta-feira, por Carlos Moedas, candidato da coligação Novos Tempos (PSD/CDS/Aliança/MPT/PPM) à Câmara de Lisboa. O escolhido pelo PSD para fazer frente a Fernando Medina deu a conhecer o seu programa eleitoral na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

A mobilidade, a habitação e a saúde foram alguns dos temas destacados pelo candidato social-democrata. Moedas lembrou que a capital perdeu 50 000 habitantes nos últimos dez anos, principalmente "jovens casais que já não conseguem viver em Lisboa". "Gostava de atraí-los de volta", afirmou. Para o conseguir, compromete-se a transformar prédios devolutos em residenciais e, para os jovens até aos 35 anos que queiram comprar casa em Lisboa, compromete-se a isentar o Imposto Municipal de Imóveis (IMT). "Temos de ser nós, com tantos terrenos e edifícios devolutos, e construir se necessário, a criar um programa de renda acessível para os jovens".

Baixar os impostos

Além de transportes públicos, o candidato prometeu oferecer "a cada lisboeta com mais de 65 anos e com dificuldades económicas, cerca de 40 000 lisboetas, um seguro base de saúde". Carlos Moedas prometeu ainda "baixar os impostos aos lisboetas", começando por devolver "os 32 milhões de euros" que são cobrados de IRS aos munícipes e que revertem para a autarquia.

Moedas quer ainda "ligar a cidade ao Tejo desde Algés até ao Cais do Sodré", o que poderá passar pelo "enterramento parcial da linha ou um metro de superfície". "Sei que o enterramento total daquela linha é impossível, mas também sei que há partes que podem ser enterradas. Este projeto é essencial para a cidade", frisou.

O candidato social-democrata aproveitou para deixar críticas aos transportes públicos em Lisboa, que considerou serem "os piores" de todas as cidades em que já viveu. "50 mil pessoas não vivem à porta de uma boca de metro e é por isso que não andam de transportes", considerou. Moedas propôs uma linha de metro "em laço" em vez da polémica linha circular do metro de Lisboa, já em construção e alvo de críticas da esquerda à direita, à qual também não poupou críticas.

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Na área da mobilidade, o candidato destacou também a proposta de descontos de 50% "no estacionamento da EMEL para residentes em toda a cidade". "Temos um grave problema em Lisboa, temos uma EMEL castigadora que pune as pessoas todos os dias. Os lisboetas são empurrados para não poderem sequer estacionar o seu próprio carro", lamentou.

O principal adversário de Medina nas eleições autárquicas almeja "grandes mudanças no urbanismo da cidade". "A Câmara de Lisboa é das poucas que conheço em que se mete um projeto e se está à espera quatro anos. Vamos mudar isso de uma vez por todas. Um projeto que entra na câmara tem de ser aprovado em seis meses. Temos de ter uma data limite de aprovação".

Para Moedas "estamos a dois meses de uma oportunidade histórica de mudar a Câmara de Lisboa". "Temos de mudar o sistema que está desgastado, viciado, que se alimenta a ele próprio, que está construído não pelo mérito mas para os amigos", concluiu.

O fundador do PSD, Francisco Pinto Balsemão e o antigo líder do PSD, Luís Marques Mendes, foram algumas das figuras do partido que estiveram na apresentação do programa eleitoral de Carlos Moedas. O presidente do PSD, Rui Rio, não esteve presente.

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