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Moradores contra "muralha" entre Alcântara e o Tejo

Moradores contra "muralha" entre Alcântara e o Tejo

Lisboetas ponderam providência cautelar para parar obra de edifícios de escritórios que tapam o rio

Vários moradores de Alcântara, em Lisboa, querem que sejam removidos pelo menos dois pisos dos edifícios de escritórios que começaram a ser construídos na Avenida da Índia pela Rockbuilding, responsável pela obra. "A volumetria é chocante. Estão a construir uma muralha entre Alcântara e o rio Tejo", critica João Gonçalves, morador. Os habitantes vão fazer uma petição e, consoante a resposta da Câmara de Lisboa quanto à legalidade do projeto, ponderam apresentar uma providência cautelar para embargar a obra.

Em Alcântara, junto ao Lx Factory, já é possível ver a estrutura dos dois edifícios de escritórios, cada um com sete pisos. "Queremos que a Câmara de Lisboa aprecie a legalidade do licenciamento, uma vez que foi feito no anterior executivo, quanto à volumetria e ao facto de um dos prédios estar em cima da estrada", diz João Gonçalves, que, com outros moradores, ameaça avançar com uma providência cautelar caso se confirmem as ilegalidades, nomeadamente a violação do Plano Diretor Municipal (PDM). "Acreditamos que ainda é possível deitar abaixo pisos de forma a salvaguardar as vistas. Vou à janela e vejo dois monos e quem está do lado do rio não vê Alcântara", critica.

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