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No último ano houve menos carros a entrar diariamente em Lisboa

No último ano houve menos carros a entrar diariamente em Lisboa

No último ano, há uma tendência para que menos carros entrem diariamente em Lisboa, revelaram os promotores do movimento "Menos um Carro", que hoje, quarta-feira, assinalou o primeiro aniversário, salientando que preferir os transportes públicos permite poupar 2500 euros.

O movimento "Menos um carro", lançado em 29 de Outubro do ano passado pela Carris, pretende levar os cidadãos a optarem pelos transportes públicos e a deixarem o carro em casa.

"É difícil avaliar concretamente qual o impacto da iniciativa, mas o que podemos dizer é que, de há um ano para cá, o número de 700 mil carros que entram em Lisboa tem descido globalmente, embora de forma assimétrica por corredores e também por diversas razões", salientou Faustino Gomes, da Tis, a consultora de transportes que está a avaliar o impacto desta iniciativa.

Entre as razões para esta diminuição, aponta a dificuldade financeira das pessoas, que procuram outras opções, e "o facto de existir hoje uma rede de transportes melhor" do que há 15 ou 20 anos atrás.

Para este consultor, "vale a pena alterar comportamentos e hábitos" que levem à substituição do automóvel pelos transportes público, "quanto mais não seja por razões económicas".

Com base num estudo de mobilidade em curso para o concelho de Cascais e noutros dados de estudos europeus, quem opta pelo automóvel realiza anualmente uma em média de 8000 quilómetros que podiam ser feitos pela Carris ou pelo Metropolitano.

Desta forma o preço tabelado de custo por quilómetro é de 0,40 euros, o que significa que estes 8000 quilómetros pressupõem um gasto anual de 3 200 euros.

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O passe L123, o mais utilizado na região de Lisboa, custa 53,15 por mês, o que significa um gasto de 637,8 euros por ano.

"Portanto, a poupança para quem usa os transportes públicos em relação ao carro é ainda de 2562,2 euros ano. Mesmo que apenas considerássemos o valor de 20 cêntimos por quilómetros, a poupança ainda seria superior a mil euros ano", afirmou, salientando que o sistema de transportes "tem actualmente folga para acomodar mais utilizadores".

Aderiram hoje ao movimento, o Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT), a Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa e a Siemans.

São já parceiros da Carris neste movimento o Metro de Lisboa, a Polícia de Segurança Pública, Instituto Português da Juventude, Associação Portuguesa do Ambiente, Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, Quercus, Direcção Geral de Saúde,  Associação Salvador, ACAPO e Universidade Católica, bem como a Associação Portuguesa de Educação Ambiental, Associação Empresarial de Lisboa, GEOTA, EMEL e o movimento 10:10.

Até esta quinta feira, o "Movimento menos um carro" tinha 6 100 fãs no facebook, 1500 seguidores no twitter e cerca de 20 300 visitantes individuais na sua página de Internet, mais mulheres do que homens, sobretudo com idades entre os 25 e os 34 anos.

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