Proteção Civil

"Novo agravamento" do estado do tempo esperado para esta noite

"Novo agravamento" do estado do tempo esperado para esta noite

Espera-se um novo agravamento do estado do tempo para a próxima noite, embora não esteja previsto um cenário crítico como o da noite passada. As autoridades pedem cautela e garantem esforços.

No rescaldo de uma noite difícil na Grande Lisboa, com centenas de inundações e dezenas de pessoas a terem de ser resgatadas e realojadas por causa das cheias, a secretária de Estado da Administração Interna informou, esta quinta-feira, que "a próxima noite vai ser caracterizada por um novo agravamento da situação meteorológica", embora não se espere, para já, "uma situação semelhante" à da madrugada passada, sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa.

"Mas temos condições para novos episódios de precipitação pontualmente forte, acompanhados por vento forte, o que vai exigir muita cautela e monitorização", alertou Patrícia Gaspar, ao final desta manhã, num ponto de situação sobre o mau tempo, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide.

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A responsável garantiu que estão a ser tomadas todas as medidas no sentido de prevenir e mitigar os efeitos do temporal e apelou à população, sobretudo à das zonas mais afetadas pelo mau tempo, que se mantenha o mais possível em casa, "restringindo movimentações na rua àquelas que são as deslocações absolutamente necessárias". "É absolutamente fundamental que os conselhos que são dados pela Proteção Civil e todas as informações que são passadas pelas autarquias sejam escrupulosamente respeitadas", pediu.

Quase 2000 ocorrências, metade na Grande Lisboa

O temporal na noite passada provocou 1977 ocorrências em todo o território continental (maioritariamente inundações em via urbana e habitações), tendo o distrito de Lisboa sido o mais afetado, com 913. Os dados são provisórios, tendo em que conta que, pelas 12 horas, ainda havia cerca de 200 ocorrências em aberto.

De acordo com o comandante nacional de Proteção Civil, André Fernandes, também presente na conferência de imprensa, o concelho de Lisboa foi o mais atingido do país, com 334 ocorrências desde o início da atual situação meteorológica adversa, seguindo-se Sintra com 157 e Amadora com 103.

Quase 30 desalojados

A tempestade deixou desalojadas 27 pessoas - nove em Odivelas, seis na Amadora e 12 em Loures -, que estão instaladas em zonas de apoio à população. O responsável adiantou que, "foram instaladas três zonas de apoio à população", nomeadamente no Pavilhão Polivalente de Odivelas (concelho de Odivelas), na Junta de Freguesia de Carenque (Amadora) e no Pavilhão Paz e Amizade (Loures), que receberam os desalojados.

"Houve um total de meios envolvidos de 4247 operacionais dos diferentes agentes de Proteção Civil, com uma grande percentagem dos corpos de bombeiros e um total de 998 meios terrestres", indicou o responsável.

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