Manifestação

"Os antifascistas andam à solta e o Governo deixa andar"

"Os antifascistas andam à solta e o Governo deixa andar"

O Núcleo Antifascista de Braga (NAB), enquanto membro da Rede Unitária Antifascista (RUA), e outros coletivos brasileiros, como o Andorinha, Trupe Arte na Mochila, Marielle e Esquerda Braga, concentraram-se ao final desta tarde de sexta-feira no Largo do Intendente, em Lisboa, contra a vinda de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente brasileiro, e Santiago Abascal, líder do partido espanhol Vox, a convite de André Ventura, para assinarem a Carta de Madrid

"Estes fascistas andam à solta e o governo deixa andar", "a nossa luta é todo o dia contra o fascismo e a xenofobia" e "é preciso, é urgente a Esquerda juntar-se à gente" foram algumas das palavras de ordem gritadas durante mais de uma hora por cerca de uma centena de pessoas.

"Uma parte da Esquerda diz que não há necessidade de se protestar contra a extrema-direita porque isso é estar a dar-lhes palco e notoriedade. Nós não concordamos porque palco já a extrema-direita e o André Ventura têm", explicou um dos organizadores do protesto do Núcleo Antifascista de Braga.

Maria Dias, do coletivo Trupe Arte na Mochila, brasileira em Portugal desde 2019, era outra das manifestantes. "Temos de acelerar a queda do bolsonarismo. Estas manifestações são importantes para lembrar a ameaça que são", alertou.

Andreia Galvão, 21 anos, estudante de comunicação social, veio sozinha. "Normaliza-se o discurso de ódio de políticos como André Ventura, o que não é normal. São políticas genocidas. Nem devia estar a concorrer nestas eleições autárquicas", criticou.

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