Naturismo

Pedalar nu pelo ambiente e a mobilidade

Pedalar nu pelo ambiente e a mobilidade

Pedro dos Santos, ciclista e naturista, apela à participação no primeiro passeio mundial despido em bicicleta de Lisboa, entre o Parque Eduardo VII e Belém, dia 26 de Junho.

"Vem pedalar o mais nu que conseguires!", é o convite feito pela organização da iniciativa - World Naked Bike Ride Lisboa (WNBR) - que se estreia em Portugal para defender o meio ambiente e o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade.

A iniciativa nasceu em Espanha com o grupo Manifestación Ciclonudista e no Canadá com os Artists for Peace.

Em 2004, realizou-se a primeira WNBR em vários países a 12 de Junho, uma data que nem sempre se manteve ao longo dos anos.

Alguns países que já aderiram à iniciativa são Argentina, Austrália (várias cidades), Brasil, Colômbia, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Japão, Estados Unidos da América e Tailândia.

A primeira edição em Portugal esteve inicialmente prevista para 5 de Junho, mas a marcação de eleições legislativas e a proibição legal de manifestações nesse dia levou ao adiamento para o dia 26 de Junho.

Pedro dos Santos explicou que ir nu não é condição obrigatória, mas o corpo sem roupa serve de "metáfora" para mostrar como os ciclistas são frágeis no trânsito.

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A mensagem de Pedro dos Santos começou a ser partilhada na rede social da Facebook e quase de imediato recebeu o apoio da Federação Portuguesa de Naturismo.

Os passos burocráticos têm sido dados junto ao Governo Civil de Lisboa, que ainda não emitiu a aprovação.

"A federação acredita que será dada" até porque eventos com pessoas nuas já ocorreram em Portugal como a sessão fotográfica de Spencer Tunick.

Questionado sobre a possibilidade de queixas por atentado ao pudor, o organizador referiu que esta é uma "manifestação que não quer ofender ninguém" e acredita que não haverá "comportamentos impróprios".

A organização pretende ainda que as pessoas pintem nos seus corpos mensagens como "menos um carro" e "menos CO2". "Já era bom se fossem 100 pessoas", disse.

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