Lisboa

Cinco feridos e um desaparecido em derrocada de prédio

Cinco feridos e um desaparecido em derrocada de prédio

Um prédio de habitação desabou após uma explosão, este domingo de manhã, no centro de Lisboa. Há pelo menos um desaparecido e cinco feridos.

Uma explosão, seguida de incêndio, causou a derrocada de um prédio na rua de Santa Marta, em Lisboa. Segundo a autarquia, o prédio era habitado por nove pessoas. Cinco ficaram feridas, duas já foram contactadas, uma não estava em casa.

Fonte da Proteção Civil garantiu ao JN que está confirmado o desaparecimento de uma pessoa, um homem de 24 anos, que é filho do ferido mais grave, um homem de 85 anos, internado no hospital de São José, com cerca de 80% do corpo queimado.

Os outros quatro feridos, assistidos no hospital de Santa Maria, já tiveram alta. Vizinhos contaram ao JN que viram uma mulher debaixo dos escombros e um homem a ser projetado para trás.

A violência da explosão foi sentida pelos vizinhos, tendo causado estragos em edifícios num raio de 500 metros. Várias janelas do hospital de Santa Marta ficaram destruídas, assim como as de hostel nas imediações do prédio. No total, há 56 desalojados, os nove do edifício destruído e mais 47 pessoas que vivam em prédios contíguos, que foram retiradas de casa até que sejam avaliadas as condições de habitabilidade.

"A PSP está no terreno a apurar onde estão as pessoas do prédio", disse o vereador da Câmara de Lisboa, responsável pela Proteção Civil, Manuel Castro, revelando que foi também chamada uma equipa cinotécnica da PSP, para ajudar nas buscas.

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"Os cães vão procurar sinais de vida nos destroços", disse o comandante dos Sapadores de Lisboa., Tiago Lopes, em declarações aos jornalistas, no local do sinistro. "Se não encontrarem sinais de vida, os trabalhos de remoção dos destroços serão feitos de forma diferente", explicou.

Foi entretanto acionado um drone que está a fazer imagens aéreas do prédio, revelando que ainda há material em combustão na cave do edifício. "Não é possível aceder ao interior do espaço", disse Manuel Castro. "O que vamos fazer agora, de uma forma minuciosa, é começar a retirar os escombros na rua, devagar e com cuidado, porque qualquer movimentação pode gerar queda de elementos", acrescentou.

O prédio ruiu parcialmente, deixando algumas viaturas soterradas, o que resta do edifício ameaça ruir. "Vai ser um trabalho muito minucioso. Só levantamos uma pedra depois de saber que não está lá ninguém", disse o comandante dos Sapadores de Lisboa. "Uma das empenas do prédio não inspira confiança", acrescentou Tiago Lopes, sublinhando que "o fogo está circunscrito, não ameaça os prédios contíguos".

Equipas de eletricidade e gás estão no local, já fecharam o gás e estão a retirar o que há no espaço, acrescentou o vereador. Dos feridos, um, um homem idoso, continua em estado grave, no hospital de São José. As outras quatro foram atendidas no hospital de Santa Maria e já tiveram alta.

De acordo com a PSP, trata-se de um prédio de habitação de quatro andares, havendo a registar seis feridos, um dos quais em estado grave, transportado para o Hospital de São José. No entanto, fonte dos Sapadores de Lisboa disse ao JN que o sinistro causou cinco feridos. Uma informação confirmada no local pelo comandante daquele regimento, no local do sinistro. "Um dos feridos tinha queimaduras graves", explicou.

"Parte da fachada do prédio caiu para a via pública em cima de viaturas", acrescentou à Lusa o oficial de dia da PSP. A parte da frente do edifício ruiu e várias projeções atingiram o Hospital de Santa Marta, acrescentou o vereador.

As causas da explosão, que originou o incêndio e o desabamento, ainda não são conhecidas. No entanto, o vereador da Câmara de Lisboa, responsável pela Proteção Civil, Manuel Castro, admite que será "decorrente de uma causa de gás".

* com Inês Banha e Paulo Lourenço

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