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Primeira sala de consumo vigiado de drogas: "Não gosto que os outros vejam esta miséria"

Primeira sala de consumo vigiado de drogas: "Não gosto que os outros vejam esta miséria"

Primeira sala de consumo vigiado de drogas do país abriu em Lisboa. Adesão superou expectativas, com 614 utentes inscritos.

Quem entra no número 14 da Rua da Quinta do Loureiro, no bairro com o mesmo nome, em Lisboa, parece à primeira vista que está num espaço de convívio. Mas não. Ao percorrer os corredores vê-se pessoas a consumir estupefacientes em salas próprias para o efeito. Estamos num equipamento de consumo vigiado de drogas. É o primeiro fixo do país e em quatro meses teve "uma adesão brutal". "Esperávamos 200 pessoas, mas temos 614 inscritas, uma média de 110 consumos diários", diz Roberta Reis, técnica da Ares do Pinhal, instituição que gere a estrutura.

Longe dos olhares repressores de quem passa por eles enquanto consomem na rua, os utilizadores do espaço elogiam sobretudo "a tranquilidade, segurança e condições de higiene" em que ali consomem. "Na rua temos de estar sempre alerta, a espreitar pelo ombro e a fugir à Polícia. Não gosto que os outros vejam esta miséria, principalmente crianças. Aqui também há menos risco de propagação de doenças e se nos sentirmos mal, ajudam-nos", explica Nélson, 44 anos.

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