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Providência cautelar travou despejos na Mouraria

Providência cautelar travou despejos na Mouraria

Câmara de Lisboa quer desocupar e demolir prédios para construir mesquita. Inquilinos recusam sair.

Quatro comerciantes deveriam ter entregado ontem as chaves dos prédios onde têm lojas na Mouraria à Câmara de Lisboa, que os quer demolir para construir uma mesquita da Comunidade do Bangladesh. Mas uma providência cautelar interposta por António Barroso, detentor de dois imóveis e o mais prejudicado com o projeto do Município, travou o despejo. Um dos inquilinos recusou-se a entregar as chaves, outro não estava na loja no momento do despejo e um quarto viu o prazo de entrega prolongado por dois meses pelo tribunal.

O rosto de António Barroso, à janela do segundo andar, na Rua do Benformoso, reflete um pesadelo que dura há seis anos. "Puseram-me numa situação de miséria. Já escrevi ao presidente da Câmara, Carlos Moedas, a pedir para ter coragem de anular este processo ou fazer negociações sérias", diz o maior lesado, ao qual o anterior executivo expropriou dois imóveis para os demolir e construir uma mesquita. António e os seus inquilinos, de uma agência de viagens e um restaurante, foram notificados para entregarem as chaves ontem.

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