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PSD quer esclarecimentos sobre lixo em Lisboa

PSD quer esclarecimentos sobre lixo em Lisboa

Os deputados do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa querem esclarecimentos sobre as soluções encontradas pela Câmara para atenuar os efeitos da greve dos cantoneiros e o executivo diz que está a responder dentro do possível.

Os cantoneiros do município de Lisboa estão em greve desde terça-feira. A paralisação, em protesto contra a transferência de competências da Câmara para as juntas de freguesia, prolonga-se até 5 de janeiro.

Nesse sentido, os deputados municipais do PSD vão entregar hoje um requerimento à presidente da AML, Helena Roseta, solicitando, "com caráter de urgência, todas as informações relativas aos serviços mínimos a respeito da recolha do lixo".

Os deputados alegam que "a situação está fora de controlo, com o lixo a acumular-se nas ruas", e consideram que este "cenário dantesco" põe em causa a saúde pública.

O grupo do PSD na AML pretende ainda saber - mesmo admitindo que os serviços mínimos estejam a ser cumpridos - se estes "vão ser reforçados e em que termos".

Em declarações à agência Lusa, o vereador da Higiene Urbana, Duarte Cordeiro, admitiu que, mesmo com os serviços mínimos a serem cumpridos, a autarquia está "longe" de conseguir apresentar "respostas satisfatórias" para este problema.

Há, reconheceu, "muitas zonas da cidade que estão deficitárias do ponto de vista da recolha de resíduos e da lavagem e varredura das ruas", lembrando, contudo, que se está a trabalhar "com menos recursos do que o que é normal".

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"A Câmara tem dado várias respostas, nomeadamente com a colocação de contentores, e procurando concentrar os trabalhadores que estão ao serviço dentro dos circuitos normais, efetuando, dentro do possível, recolhas em zonas que estão numa situação mais dramática", explicou.

Duarte Cordeiro mantém a estimativa avançada na sexta-feira pelo presidente da Câmara, António Costa, de que a situação esteja normalizada apenas a partir do dia 10 de janeiro.

"As respostas que temos dado não são suficientes nem tranquilizadoras. Não significam que os lisboetas possam, de forma descontraída, colocar o seu lixo na rua. Convém que continuem a ajudar-nos, à semelhança do que têm feito", concluiu.

O vereador esclareceu ainda que, apesar de a greve afetar a recolha do lixo, esta competência não transita para as juntas de freguesia no âmbito da reforma administrativa em curso.

"A greve na recolha de lixo é uma forma de os sindicatos [afetarem] uma área bastante sensível, que toca a todos os lisboetas. Mas só a lavagem e a varredura das ruas é que passa para as juntas de freguesia, a recolha continuará a ser um serviço da Câmara", afirmou.

O autarca garantiu ainda, respondendo a algumas acusações feitas pelos sindicatos, que "nenhum destes serviços será privatizado, nem agora, nem no futuro".

"Estamos a falar exclusivamente da transição de funcionários da Câmara para as juntas de freguesia, no âmbito das competências que a lei lhes conferiu", acrescentou, sublinhando que "os funcionários continuam a ser funcionários públicos, com os mesmos direitos de remuneração, horário e de localização do trabalho".

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